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Ufologia de campo, de gabinete e a Ufologia que funciona

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Não é raro surgirem polêmicas nas conversas entre interessados e pesquisadores do fenômeno OVNI sobre a validade desse ou daquele tipo de conduta na investigação de casos. A principal disputa é saber se valem mais as pesquisas in-loco, geralmente intitulada “ufologia de campo”, ou os levantamentos bibliográficos, históricos e documentais, no passado recente também conhecidos como “ufologia de gabinete”. Com o advento da Internet e as possibilidades de busca de informações que esta nova ferramenta trouxe a essa atividade, a variante “de gabinete”, por vezes, acaba sendo chamada de “ufologia de Internet”.
Episódios como o Caso Florianópolis, relatado em detalhes aqui no Portal/Revista Vigília, onde a fantasiosa história de um suposto abduzido foi desmascarada rapidamente graças à troca de informações na rede mundial de computadores, deveriam mostrar que não importa o rótulo da pesquisa, mas sim a sua eficiência, pautada em metodologia e compromisso com os fatos.
É obvio que nenhuma das duas práticas encerra, em si, a panacéia da Ufologia. Mas há mesmo que se destacar as possibilidades simbióticas no uso das ferramentas possíveis, bem ilustradas na organização de eventos – do porte de uma vigília nacional ou mundial – reunindo a parte organizacional “de gabinete”, ou “de Internet”, e a realização prática de campo.
Da mesma forma, qualquer uma das duas estará fadada ao insucesso se os procedimentos adotados não tiverem ao menos o compromisso ético de relatar, fria e objetivamente, apenas os fatos, com critério científico, objetividade e exaustivos testes – já que é, em qualquer análise, esse o propósito de qualquer que seja a pesquisa em curso, senão não se chamaria pesquisa – e não as interações pessoais e subjetivas comumente associadas às experiências ditas “espirituais”.
Essa é, em essência, a Ufologia que funciona. De outra forma, não restará à Ufologia, quer seja de campo ou de gabinete, porto seguro e meta coletiva que valha debruçar-se sobre esse misterioso fenômeno. Bastaria querer acreditar… ou ter fé, já neste caso incorrendo no sério risco de levar milhares de ufófilos e entusiastas a reverenciarem e cultuarem episódios como entradas de satélites, balões, fenômenos naturais e até mesmo devaneios alheios.

Boa Navegação
Jeferson Martinho – Editor/Webmaster

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