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Explicado o incrível vídeo do Caso Armada, no Chile: eram os vôos IB6830 e LA330

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Segundo levantamento, está explicado o Caso Armada, que envolveu a filmagem infravermelha de um OVNI no Chile, em 11 de novembro 2014. Cortesia: Metabunk
Segundo levantamento, está explicado o Caso Armada, que envolveu a filmagem infravermelha de um OVNI no Chile, em 11 de novembro 2014. Cortesia: Metabunk

O post abaixo, sobre o “Caso Armada”, foi publicado originalmente em inglês no fórum Metabunk, que é — como o grupo se intitula — “um fórum dedicado à arte e ao passatempo honesto, educado, de investigação científica e desmascaramento” [aqui uma tradução livre para “debunking”, que melhor se encaixa ao trabalho dos foristas].

O Portal Vigília está reproduzindo uma versão adaptada e resumida com autorização dos autores. Segundo levantamento do administrador do grupo, Mick West, executado em conjunto com os membros “TrailBlazer” e “Trailspotter”, está explicado o Caso Armada, que envolveu a filmagem infravermelha de um OVNI no Chile, em 11 de novembro 2014. O episódio foi divulgado como um legítimo caso de Objeto Voador Não Identificado pelo Comitê de Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos do Chile (CEFAA).

Depois de cruzarem dados de rastreamento de rotas com o espaço áereo na região, mapearem a direção em que foram obtitas as imagens e com base nos horários, eles concluíram que duas aeronaves – prefixos IB6830 e LA330 – foram as verdadeiras causas da “anomalia”.

Confira explicação:

Chilean Navy UFO - Metabunk
Segundo o levantamento, a filmagem infravermelha de um OVNI no Chile, o Caso Armada, em 11 de novembro 2014 está explicada: eram aviões

Imagens de infravermelho da Marinha do Chile parecem mostrar algum tipo de objeto voador que deixa momentaneamente um rastro atrás dele.
20170106-172156-1ikb9.

Isto parece um avião, voando longe da câmera, consideravelmente mais alto do que o helicóptero (algo em torno de 15.000 a 25.000 pés), que brevemente cria uma trilha de condensação aerodinâmica.

Com base na análise feita por @Trailblazer, @Trailspotter, eu [nota do editor: Mick West], e outros, há pelo menos duas aeronaves envolvidas: os prefixos IB6830 e LA330. O avião que inicialmente parece se encaixar melhor é LA330, um A320 de duas turbinas que foi reportado estar trafegando a cerca de 20.000 pés naquela posição visual exata em 14:01:39. Ele estava distante 65 milhas, não 35-50. Isso explica por que não foi visto no radar (o avião real estava no radar, apenas não onde eles PENSAVAM que estava).
20170107-143427-ygt7s.Https://planefinder.net/flight/LXP330/time/2014-11-11T17:01:39 UTC / speed / 15.00

O segundo avião é o IB6830, que partiu mais cedo, e estava trafegando mais ao sul, mais próximo do helicóptero. No momento em que este foi captado (o primeiro avistamento no vídeo, às 13:52:34) o avião estava realmente cerca de 35 milhas de distância. No entanto, ele foi muito rapidamente para mais longe. Às 13:57 já estava a 65 milhas de distância.

O localizador de aviões (https://planefinder.net/) confunde a altitude no navegador da Web, provavelmente por causa de algum relatório ADS-B de altitude zero. Mas ao inspecionar os dados de vôo reais chegamos à altitude real. Reparando os dados corretos e interpolando as altitudes perdidas, podemos recriar as rotas em 3D no Google Earth as anotações e dados corretos (anexos).

Agora podemos geolocalizar o LA330 e o outro candidato (avião IB6830) na imagem do helicóptero. Suas trilhas se cruzam na região vista em infravermelho, têm a inclinação correta e aparecem nessa região ao mesmo tempo em que aparecem no vídeo.

[IMG]

E não é simplesmente que as rotas se cruzam. Os aviões estão exatamente na posição correta. Podemos posicionar ambos os aviões e helicóptero precisamente com os dados do GPS, coincidir com a direção da câmera do plano geral, bem como a posição dos aviões e, em seguida, veremos que correspondem exatamente.

[IMG]

As duas bolhas grandes são imagens ampliadas do calor dos motores (muito menores, na realidade). Você pode ver este mesmo efeito com algumas velas se você observá-las de uma certa distância.

four-candles-metabunk-a340-UFO.(Aqui está um vídeo do experimento acima )

A queima é mais aparente se você olhar para ela numa imagem invertida. Os motores parecem duas luzes muito brilhantes
[IMG]

A esteira aerodinâmica começa e pára de uma maneira similar à trilha neste vídeo (não é uma esteira de condensação química [nota do editor: de despejo de alguma substância], é apenas uma esteira de condensação aerodinâmica normal [nota do editor: provocada pelo calor dos motores em contato com o ar])

20170106-175225-27r1b.

Existem algumas imagens relevantes diferentes do vídeo:

Este é um close-up do objeto no início do vídeo:
20170106-172930-94d6n.

Isso mostra que o avião está de manobrando neste ponto – ou seja, está girando para a direita (lembre-se que está voando para longe da câmera). Isso corresponde à parte anterior do traçado para LA330 e IB6830 (e é provável que seja o IB6830, baseado no horário). Compare com este vídeo de um avião decolando. É muito mais perto, no entanto no final do vídeo você vê os dois motores inclinados em aproximadamente o mesmo ângulo do “OVNI”, conforme o avião gira para a direita.
20170107-082134-7ulru.

Em um ponto (9:08′) eles alternam entre a câmera IR e uma câmera regular (luz visível). Você pode ver a trilha aqui perfeitamente. Parece muito com uma esteira de condensação.

20170106-174344-24uff.

Por que está parecendo estar mais quente? Esteiras de condensação aerodinâmicas podem se formar no ar com água saturada, mesmo que não haja nenhuma nuvem formada. A queda de pressão aumenta a umidade relativa o suficiente para formar então uma nuvem de condensação de água. E ela também pode depois congelar se a temperatura estiver suficientemente fria.

Há algumas possibilidades. Possivelmente estamos vendo uma nuvem de água de uma esteira aerodinâmica que tenha absorvido calor do escape, temporariamente tornando-a mais quente do que os arredores.

Mas uma possibilidade mais provável é que a esteira densa está simplesmente refletindo o calor. A [câmeraFLIR mede a temperatura das coisas pelo calor que emitem. Assim, se são reflexivas, então podem gerar uma leitura enganosa. As nuvens refletem o calor, e em uma tomada no vídeo as nuvens parecem da mesma cor que a exaustão do jato (preto). Isso não significa que eles são a mesma temperatura:
20170107-114010-q1x4p.

Alguns segundos depois

20170107-114259-wuyaj.

[Nota do post original: o post será atualizado com as informações da discussão abaixo, então alguns dos itens a seguir podem parecer repetitivos]

Referências: IPACO relatório

[Nota sobre a mudança de apenas LA330 para IB6830 – eu tinha inicialmente identificado a sequência inteira como LA330, enquando eu estava trabalhando com apenas a imagem das rotas de aviões em Planefinder.net. Depois que eu fui capaz de extrair as rotas 3D reais e vê-los a partir da posição real no Google Earth, tornou-se evidente que o IB6830 foi o que melhor se encaixou (praticamente um encaixe perfeito). No entanto, ele não se encaixou na última seqüência curta, que ainda foi melhor explicada por pelo avião LA330]

Perguntas frequentes:

Q: Se era um avião, então por que ele não respondeu ao contato de rádio
R: Um piloto familiarizado com vôos em Santiago responde:

P: Por que não apareceu no radar?
Eles estavam procurando um objeto voando baixo ao sul do aeroporto, a até 65 milhas de distância, mas pelo tempo de observação eles captaram algo a uma altitude elevada e a mais de 65 milhas de distância.

Q: Como pode ser uma esteira de condensação se é tão quente quanto os motores?
R: Não é tão quente quanto os motores, é uma cor semelhante no IR para outras nuvens nas imagens. É apenas uma nuvem mais densa, e assim reflete mais radiação. Mesmo que estivessem despejando água fervente, ela teria sido atomizada em uma nuvem arrefecida à temperatura ambiente em menos de um minuto. Mas isso parece uma esteira de condensação.

Q: Esteiras de condensação não se formam apenas acima de 30.000 pés?
R: É aí que as esteiras de exaustão são mais freqüentes. No entanto, esta parece ser uma esteira aerodinâmica semi persistente que muitas vezes se formam na subida das aeronaves entre 20.000 a 30.000 pés (e às vezes em altitudes inferiores).

P: Por que devemos confiar em sua teoria ao invés dos especialistas?
A: Eu poderia argumentar que eu sou um especialista também (na identificação de aviões e esteiras de condensação), ou que o CEFAA é realmente um grupo de Ufologia, ou que até mesmo especialistas cometem erros. No entanto, vamos deixar de lado esse “argumento da autoridade”, e olhar para fatos que você pode verificar a si mesmo:

Temos algumas provas verificáveis ​​muito sólidas:

  1. O vídeo do helicóptero com dados de data e coordenadas GPS.
  2. As rotas de IB6830 e LA330 ADS-B, com dados de data e coordenadas GPS.

Não são apenas os aviões que estão no lugar certo, à direita. Eles também estão indo na direção certa, manobrando quando o “OVNI” manobra, o que criaria uma assinatura térmica visual do mesmo tamanho que a do vídeo.

Esta não é a minha teoria. Estes são fatos verificáveis ​​que eu (e outros) simplesmente descobri. A menos que houvesse um OVNI voando entre os aviões e o helicóptero, imitando o movimento, as manobras, o tamanho e a assinatura térmica dos aviões, então são aviões.

É possível ler o port completo e as muitas discussões que ela está gerando neste link. Agradecimento a Mick West,”TrailBlazer” e “Trailspotter” pela autorização de reprodução.

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