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Caso Villas Boas: abdução e sexo com alienígena no Brasil dos anos 1950

Por: Redação Vigília
Villas Boas: Brasil registrou o primeiro caso de sexo com alienígenas da ufologia Villas Boas: Brasil registrou o primeiro caso de sexo com alienígenas da ufologia (Montagem/Fotos: Reprodução Revista UFO)
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Caso Villas Boas: abdução e sexo com alienígena no Brasil dos anos 1950. Na história da humanidade, desde sempre, há relatos de contatos sexuais entre humanos e seres não humanos.

No folclore sumério (2.400 a.C), por exemplo, um demônio em forma masculina ou feminina seduz as pessoas durante o sono.

Já Santo Agostinho (300 d. C) e Tomás de Aquino (1.200 d.C) escreveram sobre as entidades incubus e succubus que vêm durante o sono para ter relações sexuais com humanos relutantes.

Histórias semelhantes aparecem em culturas de todo o mundo.

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Villas Boas e o sexo com alienígenas

Na ufologia um dos casos mais famosos de relação sexual entre seres humanos e seres não humanos aconteceu no Brasil em 1957 com o mineiro Antonio Villas Boas, à época com 23 anos.

O segundo, datado de 1961, envolve o casal Barney e Betty Hill e aconteceu nos EUA.

A abdução de Villas Boas é considerada o primeiro contato imediato de sétimo grau na história da ufologia mundial segundo proposição da Black Vault Encyclopedia Project.

Até hoje a história é cercada de mistério e descrédito.

Um ex-agente da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) teria, inclusive, dado uma explicação para o caso dizendo que CIA encenou a abdução de Villas Boas, mas pouca gente se convenceu. O fato é que até hoje o caso é uma verdadeira incógnita.

A abdução de Antonio Villas Boas

Tudo aconteceu na madrugada de 16 de outubro de 1957. O jovem Antonio Villas Boas – filho de família rica e dona de terras no triângulo mineiro – estava arando um campo quando observou um objeto brilhante com luzes vermelhas  no céu noturno.

Ele estava sobre o trator e notou que o objeto desceu rapidamente e pairou sobre sua cabeça, há cerca de 50 metros de altura.

Apesar de assustado, Villas Boas não conseguiu esboçar reação. Depois de alguns instantes o objeto, que tinha formato de ovo, pousou a cerca de 15 metros de onde o rapaz estava.

Antonio Villas Boas já havia observado o surgimento de luzes muito fortes no entorno da casa onde morava e no mesmo campo em que foi abduzido, mas não deu muita atenção para o que viu.

Desta vez, entretanto, a coisa parecia muito mais séria.

Villas Boas: Brasil registrou o primeiro caso de sexo com alienígenas da ufologia
Antonio Villas Boas detalhou como era o óvni e as vestimentas dos humanoides

O pouso e a captura

Assim que o objeto pousou Villas Boas viu sair de dentro da nave 4 humanoides de aproximadamente 1,70m de altura e um ligeiramente menor, com aproximadamente 1,20m de altura.

Eles utilizavam trajes colados ao corpo nas cores cinza e preto e capacetes, de modo que só parte dos olhos ficavam à mostra.

Ainda a bordo do trator, Villas Boas tentou fugir, mas o veículo foi perdendo força até que desligou sozinho.

Sem opção, desceu do veículo e tentou correr, mas não obteve sucesso porque a terra estava muito fofa.

Foi então que o humanoide menor aproveitou a situação para persegui-lo e capturar, mas com um golpe Villas Boas conseguiu se desvencilhar do sequestrador.

A fuga, entretanto, não foi bem sucedida. Na base da força os outros humanoides conseguiram pegá-lo e levar para dentro da nave.

O que houve dentro da nave

Enquanto era conduzido, agarrado pelos pés e mãos, Antonio Villas Boas se debatia, xingava e exigia que o soltassem. Denotando curiosidade, os humanoides olhavam para ele paravam de caminhar, mas não soltavam.

Os humanoides falavam em uma língua incompreensível que o rapaz nunca ouvira antes, quase que como o grunhido de animais.

A caminhada até o objeto voador não foi das mais fáceis, mas, uma vez dentro da nave, o jovem foi despido e, com uma espécie de esponja, um líquido viscoso incolor e sem cheiro foi aplicado em seu corpo.

Em seguida Villa Boas foi submetido a uma espécie de “exame médico”.

Coletaram sangue de Villas Boas

Em um dos lados do queixo do jovem foi colocada uma espécie de embocadura de borracha que tinha dois tubos. O “equipamento” passou a extrair sangue que era levado para um tipo de cálice.

Quando o “cálice” ficou cheio até a metade o procedimento foi realizado no outro lado do queixo.

No local onde aconteceu a sangria formou-se uma vermelhidão e ele sentiu coceira.

Apesar de não sentir dor, apenas uma sucção na pele, Antonio Villas Boas estava bastante desconfortável. Mas esse ainda não era o fim da experiência.

O jovem agricultor foi então levado para outra sala onde ele observou que havia orifícios nas paredes e uma espécie de cama.

Desses orifícios saia um gás adocicado que num primeiro momento fez o rapaz sentir náuseas e até vomitar. Mas na sequência ele sentiu uma calmaria e leve excitação. Foi quando uma porta se abriu e por ela entrou uma mulher.

Antonio fez sexo com a alienígena?

A mulher media aproximadamente 1,20m de altura, tinha longos cabelos loiro-platinados, olhos amendoados de um azul profundo e estava completamente nua.

Seus lábios eram finos e os seios empinados e bem separados. A cintura era fina e barriga pequena, com quadris mais desenvolvidos e coxas grossas. Olhando para ela, Villas Boas pode observar que seus pelos pubianos eram na cor vermelho-fogo.

O jovem também reparou que os pés eram pequenos, as mãos eram compridas e finas; os dedos e as unhas eram normais.

Ele sentiu-se completamente atraído pela mulher, que se aproximou, abraçou, e passou a esfregar seu corpo contra o dele.

Eles fizeram sexo e, depois de uma sessão intensa e aparentemente cansada, a mulher passou a rejeitá-lo. Antes de sair, entretanto, a mulher se virou para ele e, apontando para a barriga e depois para cima, sorriu.

Para Antonio Villas Boas estava claro que as intenções dos alienígenas eram de produzir um híbrido humano-alienígena que ela criaria em seu planeta.

Villas Boas: Brasil registrou o primeiro caso de sexo com alienígenas da ufologia
Antonio Villas Boas passa por uma consulta com o médico Olavo Fontes

De volta em casa

Um dos humanoides que havia feito a coleta do sangue voltou e devolveu a roupa de Villas Boas. Pouco antes de deixar a nave ele teve o ímpeto de “furtar” um objeto quadrado para provar toda a experiência, mas foi impedido.

Já em terra firme o rapaz notou que tinha queimaduras no corpo e as marcas da coleta de sangue ainda estavam lá. De acordo com seus cálculos, ele ficou dentro do óvni entre 1h15 e 5h30.

Ao procurar ajuda médica, descobriu que as queimaduras foram causadas por radiação.

A experiência foi compartilhada com amigos e familiares, mas não foi bem recebida. Antonio Villas Boas ganhou fama de mentiroso e tudo virou um grande incômodo para a família.

Então o rapaz decidiu procurar alguém que pudesse realmente ajudá-lo.

No Rio de Janeiro

Antonio Villas Boas ouvira falar – por meio de um farmacêutico da cidade de São Francisco de Salles – que o jornalista de O Cruzeiro, João Martins, recebia cartas de leitores com relatos sobre experiências com extraterrestres para publicação em sua coluna na revista.

O rapaz então escreveu a João Martins e, de acordo com este site, em 22 de fevereiro de 1958 foi ao Rio de Janeiro com a viagem custeada pelo próprio jornalista.  Ali se encontrou com João Martins e com Olavo Fontes, médico carioca e um dos mais famosos ufólogos da época.

Entretanto, em um áudio obtido pelo arquivista Rodrigo Moura Visoni e divulgado pelo ufólogo Edison Boaventura, do Canal Enigmas e Mistérios, Olavo Fontes conta para o pesquisador americano Richard H. Hall e outros estudiosos, nas instalações da The National Investigations Committee On Aerial Phenomena (NICAP), nos EUA, no mês de abril de 1966, que Villas Boas realmente o procurou.

Mas Fontes teria achado a história fantasiosa demais e optou por não torná-la pública.  Ao contrário: sugeriu que Villas Boas procurasse jornais da época.

Na revista O Cruzeiro Internacional

A equipe do Portal Vigília encontrou uma série de reportagens sobre o caso na revista O Cruzeiro Internacional de 1965.

A série foi apresentada ao público nos dias 16 de janeiro, 01 de fevereiro, 16 de fevereiro e 01 de março daquele ano. De acordo com o autor das reportagens, Heitor Durville, a série foi produzida com base nos depoimentos dados por Villas Boas a João Martins e a Olavo Fontes e era a primeira vez que o caso estava sendo apresentado ao público.

Pertencente ao grupo Diários Associados, do magnata da comunicação, Assis Chateaubriand, a revista O Cruzeiro Internacional circulava em castellano em diversos países da América Latina como Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Bolívia e em países do Caribe e no sul dos Estados Unidos e tinha grande força editorial.

Villas Boas: Brasil registrou o primeiro caso de sexo com alienígenas da ufologia

Flying Saucer Review repercute também

Coincidentemente, também em janeiro de 1965, o Caso Villas Boas foi publicado na famosa revista americana Flying Saucer Review, uma das mais importantes publicações da época sobre ufologia.

Entretanto, a revista utiliza um nome fictício para Villas Boas, hora chamando-o de Adhemar, hora chamando-o pelas iniciais A.V.B.

Em novembro de 1972 o Caso Villas Boas foi transformado em quadrinhos pelos franceses Jacques Lob & Robert Gigi, o que ajudou o caso a ganhar ainda mais notoriedade mundo afora.

Com Flávio Cavalcanti

Em 1978 Antonio Villas Boas, já formado em direito e exercendo a profissão de advogado, concedeu uma entrevista ao apresentador Flávio Cavalcanti.

Exibido pela TV Tupi entre 10 e 17/09/1978, o programa apresenta a versão de Villas Boas sobre os fatos.

Visivelmente incomodado, Villas Boas conta que só aceitou falar em rede nacional sobre o caso por conta da credibilidade de Cavalcanti e pela insistência do repórter que o procurou.

E apesar de dizer que estava preparando um livro sobre a experiência de quatro horas dentro do disco voador, a historia lhe seria um incômodo.

Quase 13 anos após a entrevista à TV Tupi, em 17 de janeiro de 1991, Antonio Villas Boas faleceu, aos 56 anos.

O que dizem as redes

Nas redes sociais os comentários de internautas trazem informações relativamente novas sobre Antonio Villas Boas. As informações, entretanto, carecem de confirmação.

Vinícius Resende, que se identifica como sobrinho-neto de Villas Boas, diz que o tio nunca ganhou nada com a história. Pelo contrário: ganhou fama de mentiroso na cidade.

“Convivi muito com ele. Essa história, ainda hoje, é um tabu para os mais velhos da família, pois trouxe muito incômodo”, diz.

“O tio morreu de uma radiação que acertou uma artéria na base do cérebro, que fez ele vegetar por um tempo até a morte. Ninguém explica de onde veio a radiação que levou a esse quadro”, continua.

Ninguém ouviu falar

O internauta Magno Avatar conta que esteve em São Francisco de Salles em 2018, mas a maioria das pessoas nunca ouviu falar do caso.

“Parentes do Villas Boas se recusaram a comentar. Na realidade o caso está completamente esquecido no lugar”, avalia.

“Faz tanto tempo, mais de 60 anos. Chegando lá hoje é impossível encontrar pistas do incidente e quase mundo que era adulto naquela época faleceu”, continua.

Os pesquisadores Pablo Villarrubia Mauso e Cláudio Suenaga também estiveram em São Francisco de Sales, na casa onde Antonio Villas Boas viveu.

As impressões e apontamentos da dupla de especialistas podem ser lidas AQUI.


Correção: Este texto foi alterado em 28/01/2021

Diferentemente do que foi dito na primeira versão do texto, o historiador Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos não disse que a história foi publicada na revista O Cruzeiro em novembro de 1957.

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Por: Redação Vigília

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