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Planetas gigantes ou “superterras” podem dificultar viagens espaciais para ETs

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Concepção artística do exoplaneta Kepler-452b, encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Os planetas gigantes, do tipo “superterras”, são versões enormes da nossa própria Terra, e alguns pesquisadores sugerem que há mais chances de que sejam habitados do que os mundos do tamanho do nosso. No entanto, um novo estudo revela como seria difícil para os alienígenas destes exoplanetas explorarem o espaço.

O problema é que em uma superterra, lançar uma missão tripulada como foi a Apollo, por exemplo, requer uma quantidade enorme de energia, e portanto combustível. Segundo o estudo, algo como dez vezes mais do que é preciso na Terra, dependendo da massa do planeta. Para comparar, a astronave teria aproximadamente 400 mil toneladas, o que é mais ou menos a mesma massa da Grande Pirâmide de Gizé no Egito, segundo o portal Space.com.

O autor do relatório é o investigador independente afiliado ao observatório alemão Sonnesberg, Michael Hippke. O cientista ressalta que nos planetas maiores a exploração espacial seria muito mais cara, mesmo para atividades complementares tais como a utilização de satélites e telescópios espaciais.

Por outro lado, alguns pesquisadores defendem que mundos maciços e sua gravidade maior poderiam criar circunstâncias adequadas para a vida a ponto de tornarem-se “super-habitáveis”, com camadas mais espessas de atmosfera protegendo ainda melhor a vida dos perigosos raios cósmicos.

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Se a vida nas superterras distantes evoluísse nessa condição favorável, seria possível que os alienígenas delas desenvolvessem uma civilização avançada capaz de efetuar voos espaciais. Mas Hippke ressalta que a força gravitacional destes planetas poderia dificultar muito. “Civilizações das superterras têm menos chances de explorar as estrelas. Ao contrário, de certo modo ficariam presos em seus planetas de origem e, por exemplo, beneficiariam mais do uso de lasers ou telescópios de rádio para comunicação interstelar em vez de enviar sondas ou naves espaciais”, explica o autor do estudo.

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O pesquisador faz suposições de formas alternativas, como elevadores espaciais e cabos gigantes, uso de pulsos nucleares e outros meios mirabolantes, mas ainda assim a elevados custos em recursos e poluição ambiental. É claro que estas suposições se baseiam no conhecimento científico atual e na forma como nós terráqueos viajamos ao espaço. Mas até o momento é o único modo que dominamos.

Com informações do Portal Sputnik

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