Novidades no Portal/Revista Vigília http://www.vigilia.com.br Thu, 09 Sep 2010 09:58:19 -0300 FeedCreator 1.7.2 http://www.vigilia.com.br/imagens/logovigilia.jpg www.vigilia.com.br http://www.vigilia.com.br Feed oferecida pelo Portal/Revista Vigília. Clique para visitar. OVNIs e a Aeronáutica: o que não querem que você saiba http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1086 Publicada nesta terça-feira (10), uma nova portaria do Comando da Aeronáutica sobre o "registro e o trâmite de assuntos relacionados a 'objetos voadores não-identificados'" [confira na íntegra ao final] vem provocando furor entre interessados pelo tema, que enxergam na medida o que seria "um grande passo para o reconhecimento aberto do fenômeno OVNI como sério e merecedor de ação imediata no Brasil".

Em verdade, a portaria aponta exatamente na direção contrária, e deixa claro como a Força Aérea busca se afastar ao máximo do assunto. Em nota oficial a "O Dia", a FAB ressalta como "o Comando da Aeronáutica não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos, restringindo-se ao registro de ocorrências e ao seu trâmite para o Arquivo Nacional".

De acordo com a nota, a meta é oferecer à sociedade acesso a documentação que for registrada na Aeronáutica. Em efeito, a própria Aeronáutica se exime de investigar tais fenômenos cientificamente.

"A portaria da FAB não traz realmente nenhuma grande novidade", avalia o jornalista e pesquisador Jeferson Martinho, responsável pela revista eletrônica Vigília, há vários anos cobrindo o tema. "Embora não houvesse documento público oficial a respeito do trâmite de documentos e relatos referentes ao assunto OVNI, já há muitos anos sabe-se que o COMDABRA era o órgão responsável pela triagem de informações e encaminhamento destas".

"Nem mesmo a nota ao "O Dia", da Aeronáutica, sobre os procedimentos são uma novidade", destaca. "Em 2000, quando o ex-deputado João Caldas tentou aprovar um projeto na Câmara Federal visando acabar com o segredo em torno do assunto OVNI, enquanto tentava levantar mais informações sobre o tratamento oficial à questão, recebeu, publicamente, da FAB, a mesma resposta agora dada ao "O Dia"".

"A comunidade ufológica há muito tinha em mãos a diretriz da FAB que regulava a questão, a Diretriz Específica 04/89, que estabelece as providências em caso de relato. Junto com a circular RD 46/CRIP/0405/89, que o Portal/Revista Vigília divulgou em 2001, ficou claro esse tipo de informação vai para COMDABRA, que é quem efetivamente determina o que fazer a partir daí".

 

Yes, nós temos políticas sobre OVNIs

Além de não ser nenhuma novidade, as políticas adotadas pela Força Aérea Brasileira seguem em termos gerais a mesma linha sobre a questão adotada por países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Nos EUA, por exemplo, o primeiro país a investigar OVNIs, após mais de duas décadas toda a investigação oficial do assunto através de projetos dedicados como o conhecido Livro Azul foi encerrada em 1970.

Hoje em dia, e de forma similar à portaria brasileira, a Administração Aérea Federal (FAA), instrui pilotos e controladores de tráfego aéreo a dirigir seus relatos OVNI diretamente a entidades civis e privadas de investigação (confira a recomendação aqui, último item).

Em 2009, o Ministério de Defesa britânico (MoD) tomou posição similar, desativando o pequeno escritório que ainda mantinha para registrar relatos OVNI, com um orçamento anual de menos de R$150.000. "O MoD não irá mais responder a relatos OVNI ou investigá-los", informava a nota. Em memorando interno, a política vai ainda mais além: relatos OVNI futuramente recebidos pelo MoD não só não serão investigados, eles não serão nem mesmo arquivados: serão destruídos. Felizmente a FAB agirá de outra forma.

David Clarke, o principal responsável pela liberação de arquivos OVNI britânicos, resumiu a questão: "Esta é a tacada final da decisão - eles simplesmente querem lavar suas mãos sobre o tema OVNI por completo".

 

Arquivos não mais secretos

Dirigir relatos presentes e futuros diretamente para o Arquivo Nacional é uma das partes da política de distanciamento do tema por parte das autoridades. A outra, em verdade parte da mesma política, é a liberação de todos os arquivos OVNI arquivados para o mesmo destino, tarefa que a FAB vem empreendendo já há alguns anos e que acaba de completar, com o envio dos arquivos referentes à década de 1990 ao mesmo Arquivo Nacional.

Aqui também, a política adotada no Brasil vai de acordo à abordagem tomada nos EUA e Reino Unido. Embora a liberação recente de todos os arquivos OVNI do Reino Unido  ocupe os noticiários e chame mais atenção, porque ainda está em andamento, o que muitos desconhecem é que mesmo os EUA, ao menos oficialmente, já liberaram todos seus arquivos de investigação OVNI desde o encerramento do Projeto Livro Azul. Os arquivos estão, como no Brasil, disponíveis para consulta pública e aberta no Arquivo Nacional americano. E aos que não possam visitar facilmente os arquivos nos EUA, uma iniciativa de grupos de pesquisa OVNI privados oferece mais de 50.000 destes documentos para acesso online gratuito no site "Project Blue Book Archive".

No Brasil, de forma similar, grupos privados como o CIPEX e o CBPDV oferecem os documentos disponibilizados abertamente para consulta no Arquivo Nacional para download na rede em seus sites. O site "Fenomenum" do CIPEX é uma das fontes aos interessados em conferir tais arquivos eletrônicos.

Não há, assim, essencialmente nada de extraordinário na política adotada pela Força Aérea Brasileira com relação aos OVNIs, e assim como nem nos EUA, nem no Reino Unido, nem em outros países que liberaram seus arquivos e instituíram políticas similares como Espanha e França, dificilmente mudanças ou descobertas extraordinárias deverão surgir daqui para a frente.

Em efeito, que a Aeronáutica envie registros presentes e futuros ao Arquivo Nacional não é tanto uma regulamentação nova, pois o envio de registros antigos ao mesmo destino em um processo em andamento há anos já anunciava tal posicionamento. A portaria sim deixa tal política clara, mas em essência, pouco ou nada muda.

"Na medida em que não houve mudança na política de segredo, eventualmente o COMDABRA pode classificar assim um documento e não há nada que a portaria possa fazer. Acredito que o trânsito de documentos para o Arquivo Nacional vai continuar seguindo as normas de limites e prazos de liberação a que estão submetidos por lei", adverte Martinho.

 

Conspiração

Ao responder a pergunta sobre se os arquivos britânicos sobre OVNIs revelam toda a "verdade", David Clarke comenta como "Ufólogos construíram carreiras em cima de alegações de que os governos dos EUA e do resto do mundo guardam documentos secretos que provam a existência de visitantes extraterrestres". A liberação oficial de todos os arquivos OVNI por diversos governos não é exatamente uma boa notícia aos que defendem teorias de conspiração.

Mas então, como na piada do homem invisível (que está lá justamente porque não podemos vê-lo), a ausência de evidência pode ser evidência de presença para alguns. Como se vê, há décadas o governo americano tem disponibilizado para acesso público todos seus arquivos relacionados a OVNI, mas as teorias de conspiração não morreram. Pelo contrário, só se multiplicaram. Sobre a questão, Clarke cita a avaliação do antropólogo Charles Ziegler:

"Podem os ufólogos definir a natureza da evidência governamental que eles estariam dispostos a aceitar como prova de que não existe um encobrimento, de que não há visitas alienígenas? A resposta, acredito, é não, porque qualquer evidência vinda do governo poderá ser considerada elemento de outra conspiração. Em outras palavras... o mito viverá, em parte porque não pode ser falseado - um atributo que compartilha com os mitos centrais de muitas teologias - e em parte porque serve a várias funções para aqueles que acreditam nele".

Tudo isto não significa que absolutamente todos os arquivos tenham sido liberados ou que militares não investiguem OVNIs, é bem verdade. Ceticismo com relação a posicionamentos oficiais também deve ser exercido, porque existam ou não discos voadores, a questão envolve temas de vigilância aérea e segurança nacional. Uma invasão alienígena pode não ser de outro planeta, e sim de outro país.

Nos EUA, memorandos liberados posteriormente ao encerramento do Projeto Livro Azul por leis de liberdade de informação revelam que "relatos de OVNIs que possam afetar a segurança nacional... não são parte do sistema Livro Azul". Se tais relatos acabaram liberados, e que outros sistemas de registro e análise podem ter sido instituídos, não se sabe. Mesmo em países com leis de liberdade de informação sólidas, é sempre possível burlar ou agir no limite da lei.

No Brasil, como notou Jeferson Martinho, as declarações da FAB podem não contar toda a história. Podem, no entanto, estar muito mais próximos da realidade do que se desconfie. Uma análise dos documentos OVNI liberados revela que, muito diferente da organização e amplos recursos dos EUA, os poucos projetos e análises da questão conduzidos aqui contaram com condições, e por vezes com conclusões precárias.

 

Ministro cai em fraude de "Uranus"

A portaria recente 551/GC3 revoga duas notas anteriores, e ao verificar o conteúdo de tais notas, este autor teve uma surpresa. A nota número C-002/MIN/ADM de 13 de abril de 1978, assinada por ninguém menos que o então Ministro da Aeronáutica, Joelmir Campos de Araripe Macedo, revela certa credulidade com o tema. O Ministro recomenda ao Estado-Maior a criação de um "Registro sobre OVNI de natureza sigilosa, no qual sejam arquivados cronologicamente os fenômenos ... paralelamente uma Comissão de Avaliação atribuirá a cada registro o respectivo grau de confiabilidade", e documentos posteriores indicam que a recomendação foi colocada em prática.

Porém, a credulidade com o tema se revela no segundo parágrafo da recomendação do Ministro:

"Embora as especulações sobre os OVNI venham se estendendo a épocas tão remotas quanto a da própria existência da humanidade, assumindo aspectos de pura fantasia, a verdade é que já nos últimos anos da II Guerra Mundial, em 1944, o Estado-Maior Superior da Luftwaffe foi induzido a criar um controle específico para elucidar inúmeros relatórios feitos por pilotos de guerra sobre a aparição de OVNI; referido controle recebeu a denominação de 'Sonder Buro Nr.13', e o nome de código de 'Operação Uranus'."

Incrivelmente, a história da "Operação Uranus" e o "Sonderburo 13" é parte do "Mito dos UFOs Nazistas", e como tal, é um mito. Mais especificamente, é uma fraude, como informamos no artigo de Kevin McClure, citando Andy Roberts:

"Por anos rumores haviam circulado de que os alemães estavam completamente cientes do fenômeno foo-fighter e que tinham um grupo especial de estudos formado para examinar o problema sob o nome de "Projeto Urano", apoiado por um grupo sombrio de nome Sonderburo 13. Isto foi detalhado primeiro em La Livres Noir De Soucoupes Volantes (O Livro Negro dos Discos Voadores - 1970) pelo ufologista francês Henry Durrant.  ... Quando eu chequei com Durrant ele me informou que todo o caso do "Projeto Urano" era uma fraude que ele tinha inserido em seu livro precisamente para ver quem o copiaria sem checar. A fraude aparentemente havia sido revelada na França alguns anos antes, mas não tinha percorrido o caminho até ufologistas de língua inglesa".

O mesmo David Clarke foi co-autor de Roberts no livro "Phantoms of the Sky" (1990) onde revelaram a fraude do "Sonderburo 13" em língua inglesa. Clarke não só confirmou a este autor a fraude como compartilhou a carta onde Durrant admite a "armadilha" que criou.

"Aqui na França, quando informei os ufólogos, através de um boletim ufológico, que o 'Sonderburo Nr. 13' era uma armadilha, foi um verdadeiro furor e fui acusado de esconder a verdade e divulgar informações falsas. ... Para mim, o caso foi muito divertido e muito instrutivo, porque tive a chance de ver onde estavam os ufólogos sérios... e onde estavam os outros!".

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Parece evidente o que aconteceu, embora seja quase inacreditável. O Ministro da Aeronáutica, Joelmir Macedo, baseou parte de sua recomendação ao Estado-Maior unicamente no livro sobre Discos Voadores de Durrant, publicado oito anos antes. Foi assim "o maior peixe fisgado por Durrant", como comentou Clarke quando lhe contei a história.

Haverá mesmo uma Grande Conspiração Cósmica, com a participação de militares brasileiros, quando o Ministro da Aeronáutica durante a ditadura envia em nota secreta ao Estado-Maior recomendando a criação de um registro e investigação de OVNIs, contendo uma fraude originada de um livro popular sobre ufologia? Autoridades do mais alto escalão tomaram livros populares sobre discos voadores, e não relatórios altamente secretos, como fonte?

Esta não é a única indicação da precariedade com que o tema foi tratado, mesmo secretamente.

 

"Deixou a desejar"

Durante o ano de 1977, relatos de OVNIs na Amazônia motivaram a criação da chamada "Operação Prato" pela FAB, que visitou o local e registrou os eventos. Mas ao contrário do que se poderia imaginar, ao invés de uma enorme operação lidando com segredos cósmicos as atividades em verdade enfrentaram inúmeros problemas básicos. A documentação escrita a respeito disponível já foi liberada pela FAB, e um dos trechos mais relevantes é a conclusão de um relatório de setembro de 1977:

"Nossos registros cine-fotográficos não retratam nossa certeza [de que os corpos e luzes são "inteligentemente dirigidos"], pois muito carentes de recursos técnicos, material e pessoal, deixou a desejar. Nas demais vezes perdemos a oportunidade, fotografando com material inadequado; acreditamos que com melhores recursos possamos chegar ao razoavelmente satisfatório".

Por que tanta precariedade? De acordo com o Comando da Força Aérea, a operação teria sido em verdade resultado do interesse pessoal sobre o tema de alguns militares. O próprio coronel Uyrangê Hollanda, comandante da operação, lembrou em entrevista em 1997 que "foi uma felicidade estar no 1º COMAR, naquela época, naquela região, um oficial da Aeronáutica, um brigadeiro, que acreditava em discos voadores. Tivesse sido outro oficial, outro brigadeiro, talvez a operação não tivesse saído".

Segundo o Centro de Comunicação Social da Força Aérea, em nota à rede Globo em 2005, "sobre a Operação Prato, o Comando da Força Aérea tem apenas os registros baseados nos dados fornecidos por um dos membros dessa atividade. Um relatório com muitos testemunhos foi produzido, aparentemente sem base científica".

De fato, os relatórios produzidos pela Operação são apenas uma compilação de relatos. Não há praticamente nenhuma análise científica dos casos relatados.

 

Arquivo pessoal

Da liberação de documentos sobre OVNIs pela FAB, outro detalhe pouco conhecido do público em geral é que quase todos eles já eram conhecidos há anos entre ufólogos e interessados, por vazamentos anteriores. Estes vazamentos dão ainda mais sustentação ao posicionamento oficial da FAB de que não possui estrutura especializada para investigação científica do tema, indicando que as poucas iniciativas de investigação foram resultado de interesse pessoal de alguns oficiais. Como indicado pelo próprio comandante da Operação Prato.

Demonstração clara de tal é que os resultados de um destes projetos, o SIOANI empreendido em 1969 no IV COMAR em São Paulo, não foram enviados para algum arquivo ultra-secreto da Força Aérea. Acabaram sendo entregues aos cuidados pessoais de um oficial, em sua própria residência, quando da uma mudança no comando do COMAR para um "novo brigadeiro não tinha muita simpatia com o assunto".

Posteriormente o oficial entregou estes arquivos nas mãos do ufólogo Edison Boaventura, que conta a história na página de seu grupo de ufologia. Boaventura preservou estes arquivos originais de investigação, e doou recentemente os registros ao Arquivo Nacional, onde devem ser preservados em conjunto com os outros documentos liberados.

Que tipo de Grande Conspiração Cósmica faz com que o resultado de projetos de investigação de OVNIs por militares sejam enviados para o cuidado pessoal de um oficial em sua residência, quando da mudança no comando para um brigadeiro desinteressado pelo assunto? Que Conspiração elaborada leva os arquivos originais chegarem finalmente às mãos de um ufólogo, onde cópias de inúmeros arquivos secretos vazam ao longo de décadas a muitos outros?

Uma conspiração invisível: uma que não existe.

 

"Fenômenos são sólidos"?

Um dos poucos documentos mais interessantes sobre OVNIs nos arquivos militares é um relatório de ocorrência de 2 de junho de 1986 que faz referência à nota do ministro Joelmir Macedo, indicando que a recomendação que citava a fraude da "Operação Uranus" realmente levou o Estado-Maior a registrar e avaliar casos OVNI. O relatório do Brigadeiro do Ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então Comandante Interino do COMBA/NuCOMDABRA, lida com o que se tornou conhecido como "A Noite Oficial dos OVNIs".

Após uma descrição dos eventos, a conclusão é, no mínimo, surpreendente:

"Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados".

Seria esta a prova definitiva de que os militares reconhecem os discos voadores?

"Este documento, divulgado com alarde na época de sua liberação pela comunidade ufológica não representa a posição oficial e final da Aeronáutica", nota o pesquisador Rogério Chola, representante da NARCAP no Brasil. "É simplesmente um 'relatório de ocorrência', cuja 'conclusão' é do próprio responsável Brigadeiro José Pessoa, que nem uma conclusão é, é sim apenas um 'parecer'".

Chola destaca como logo na introdução do relatório, o próprio brigadeiro José Pessoa, então comandante interino, ressalta que:

"Em virtude das limitações de tempo e de conhecimentos especializados em fatos desta natureza, este Comando houve por bem, dentro da espera operacional, se limitar a narração simples dos fatos, de forma a não dar margem a especulações que envolvam o Ministério da Aeronáutica".

Rogério Chola ainda complementa: "Outro ponto que merece destaque é com relação aos fatos ocorridos em 1986 onde, alguns dias depois, o então Sócrates Monteiro, que na época era responsável pelo IV COMAR, aqui em São Paulo, declarou à Imprensa vários pontos interessantes sobre este caso e, tempos depois, já Ministro da Aeronáutica, quando esteve no Programa do Jô Soares, negou tudo. Parece-me que a mudança de opinião deve ter ocorrido após alguns militares, que gostam de assuntos relacionados a ufologia, terem dado depoimentos relacionados ao fenômeno".

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A Verdadeira Conspiração

Se há algo que poderia ser chamado de conspiração, talvez seja a omissão de informação ou a forma superficial e sensacionalista com que alguns veículos de mídia tratam o assunto, fazendo com que o público por vezes acabe tendo uma percepção exatamente oposta ao que de fato ocorre. Note-se que a Força Aérea é clara em seus posicionamentos. Pode-se questionar se tais políticas oficiais correspondem a toda a verdade, mas muitos se esforçam em enxergar neles as suas próprias fantasias e crenças, no que está longe de ser justificado.

A portaria recente e a liberação de arquivos em andamento já há alguns anos revela precariedade por parte da investigação do tema por militares do mais alto escalão no país. "Existe uma falsa idéia de que, se algo é militar, é isento de erros. Eu não penso assim. Os militares se enganam e são enganados como qualquer um de nós", ressalta Chola. "Vide o Caso Barra da Tijuca, por exemplo, enquanto muitos Ufólogos afirmam que a Aeronáutica pesquisou este caso, na realidade, isso não aconteceu. Quem o pesquisou foram alguns militares que gostavam do assunto, tendo como elemento de frente o Coronel João Adil de Oliveira. E mesmo sendo pessoas qualificadas, conseguiram se enganar nas conclusões deste caso que, graças aos trabalhos do ufologista engenheiro Claudeir Covo, foi possível demonstrar que este caso não passou de uma fraude elaborada de dois jornalistas que naquela época trabalhavam para a revista 'O Cruzeiro'", lembra.

Militares, como reflexo da população, podem acreditar em discos voadores e extraterrestres. Mas suas investigações e conclusões carecem, como as do resto da população, de alguma evidência concreta que sustente tal crença.

Ao mesmo tempo, a portaria revoga duas dessas regulações de fundamentação questionável e deixa muito claro que a responsabilidade por investigar tal tema é da sociedade civil, com a Aeronáutica apenas cumprindo seu dever de facilitar a esta o acesso a informações. A definição clara de tais políticas deve ser saudada como racional, democrática e de benefício à sociedade interessada no tema. Esperemos que seja aplicada com rigor, e que logo se estenda a todos os braços militares brasileiros.

"A Aeronáutica finalmente dá um passo acertado", avalia por fim Jeferson Marinho. "No sentido de tirar o véu de segredo que essas comunicações de acesso relativamente restrito, digamos assim, imprimiam ao assunto, amplificando ares de conspiração onde ela não existia. E quanto mais documentos são revelados, mais evidente vai ficando que, embora realmente o governo e os militares, no Brasil e no mundo, tenham tido interesse no tema OVNI, ou ainda tenham, isso não bastou para levarem a cabo grandes empreitadas de investigação criteriosa ou científica. Ao contrário, acumularam, como ainda devem acumular, pilhas de relatos que não levaram - e provavelmente nunca levarão - a nenhuma resposta mirabolante, tanto quanto os relatos, papéis e eventuais registros em vídeo e fotos que os ufólogos civis coletaram ao longo dos anos. E não havia porque, sendo assim, alimentar teorias de conspiração mantendo procedimentos e relatórios em segredo".

Com algumas décadas de atraso em relação aos EUA, mas apenas pouco mais de um ano em relação ao Reino Unido, agora estamos quase tão bem - ou tão mal - quanto cidadãos de outros países quando o assunto são OVNIs e autoridades. Pouco mudou, pouco mudará, exceto pelo que nós mesmos registrarmos, descobrirmos e comprovarmos.

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[Com agradecimentos a David Clarke, Andy Roberts, Rogério Chola e Jeferson Martinho. Imagem no topo: sxc.hu/spekulator. Imagem abaixo: sxc.hu/gmarcelo]

PORTARIA No - 551/GC3, DE 9 DE AGOSTO DE 2010
Dispõe sobre o registro e o trâmite de assuntos relacionados a "objetos voadores não identificados" no âmbito do Comando da Aeronáutica.
O COMANDANTE DA AERONÁUTICA, de conformidade com o previsto no inciso XIV do art. 23 da Estrutura Regimental do Comando da Aeronáutica, aprovada pelo Decreto nº 6.834, de 30 de abril de 2009,e considerando o que constado Processo nº 67000.001974/2010-61, resolve:
Art.1º As atividades do Comando da Aeronáutica (COMAER) relativas ao assunto "objetos voadores não identificados" (OVNI) restringem-se ao registro de ocorrências e ao seu trâmite para o Arquivo Nacional.
Art. 2º O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), como órgão central do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), é a organização do COMAER responsável por receber e catalogar os registros referentesa OVNI relatados, em formulário próprio, por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo e encaminhá-los regularmente ao CENDOC.
Art. 3º O Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (CENDOC) é a organização do COMAER responsável por copiar,encadernar, arquivar cópias dos registros encaminhados pelo COMDABRA e enviar, periodicamente, os originais ao Arquivo Nacional.
Art.º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º Revoga-se a Nota No C-002/MIN/ADM, de 13 de abril de 1978 e o Aviso No S-001/MIN, de 28 de fevereiro de 1989.
Ten.-Brig. do Ar JUNITI SAITO

 

* Kentaro Mori é editor do site CeticismoAberto, onde este texto foi originalmente publicado

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Portal/Revista Vigília Sun, 15 Aug 2010 11:41:00 -0300
Avanço tecnológico pode ser obstáculo à detecção de extraterrestres http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1048 Alguns dos mais renomados astrônomos do planeta reuniram-se em Londres na última segunda-feira (25), para uma conferência de dois dias visando debater "A Detecção de Vida Extraterrestre e as Consequências para a Ciência e a Sociedade". O evento faz parte da agenda de comemorações do 350º aniversário Sociedade Real de Londres, que congrega vários expoentes da ciência.

Durante uma palestra no segundo dia do evento (hoje, 26), astrônomo Frank Drake, o pai da pesquisa SETI (sigla em inglês para Busca por Vida Extraterrestre Inteligente), afirmou que o avanço da tecnologia pode estar retardando e até inviabilizando o contato entre humanos e extraterrestres. Segundo ele, é provável que quanto mais desenvolvida seja uma civilização, menor seja o rastro de emissões eletromagnéticas que deixa escapar de seu planeta, tornando mais difícil sua detecção a partir dos radiotelescópios terrestres.

A exposição de Drake -- que ficou famoso pela criação de uma equação para estimar a probabilidade de existência de vida em outros planetas -- se baseou no próprio desenvolvimento humano. Ele afirma que a era digital está reduzindo os sinais de radiação que a Terra emite, tornando nosso planeta cada vez mais invisível aos eventuais aliens que possam estar nos procurando. O cientista ressalta que sinais de rádio, TV e radar que antes percorriam milhões de quilômetros no espaço têm sido substituídos por transmissões digitais muito mais fracas e bem menos detectáveis.

Drake argumentou que, no passado recente, nosso planeta costumava ser rodeado por um campo quase de 50 anos luz de radiação. No entanto, atualmente, os satélites modernos orientam quase toda sua transmissão para a Terra e muito pouco se perde no universo. No século passado, só as transmissões de televisão geravam aproximadamente 1 milhão de watts que escoavam para fora do planeta. Agora, no entanto, o que escapa não deve passar de 2 watts, pelos cálculos do cientista. "Se isso continuar no futuro, nosso mundo ficará indetectável muito em breve", destacou.

Especulando que os alienígenas poderiam ser ainda mais avançados que nós, já teriam superado há muito tempo o que denominou de "era da radiação". O cientista ponderou que esta seja, talvez, a razão para o insucesso da iniciativa SETI (que ele fundou) na detecção de atividade alienígena usando radiotelescópios.

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Portal/Revista Vigília Tue, 26 Jan 2010 10:23:00 -0300
Escritor "requenta" alegação de que astronauta da NASA viu OVNIs na Lua http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1036 Ganhou destaque nos noticiários internacionais nesta segunda-feira, 4 de janeiro, a informação do lançamento, marcado para a próxima semana, do romance histórico "El Salar de Maravilla". Seu autor, o boliviano Eduardo Ascarrunz, garante que o astronauta "Edwin Buzz Aldrin" teria lhe contado durante entrevista, há dez anos, que o pouso do módulo lunar levado ao satélite pela missão Apolo 11 teria sido acompanhado por Óvnis (Ufos).

Classificado pelo autor como "o segredo mais bem guardado da NASA" segundo descreveu em entrevista à agência Reuters, o episódio não teria sido filmado, e o registro do fato estaria expresso nas palavras de Neil Armstrong (outro astronauta da missão, juntamente com Michael Collins e Buzz Aldrin) em comunicação com a base em Houston: "aqui estamos os três e eles estão aqui, perto da nossa nave. Encontramos visitantes". A seguir, Aldrin teria confrmado a observação do colega de missão: "lá fora está outra nave espacial. Eles estão do outro lado da cratera".

A revelação poderia ser espetacular se não fosse... velha. E, mais ainda, já apontada como uma fraude por muitos estudiosos. A menos, é claro, que o próprio Aldrin ou a NASA venham a público confirmá-la. Segundo o autor, o própro Aldrin, desta vez, teria lhe dado autorização para publicar a história, considerando que a humanidade agora "estaria preparada" para saber a verdade.

O fato é que esse diálogo surgiu pela primeira vez em 29 de setembro de 1969, na revista "National Bulletin", num texto assinado por Sam Pepper, com o título "Phony Transmission Failure Hides Apollo 11 Discovery. . . . Moon is a U.F.O. Base!" ("Falha de transmissão revela descoberta da Apolo 11... A Lua é uma base OVNI"). No livro "UFOs and Outer Space Mysteries" ("Ovnis e Mistérios do Espaço Exterior"), de 1982, o pesquisador James Oberg, engenheiro espacial de Houston, refutou a história apontando a linguagem incompatível com os termos usados pelos astronautas (confira, em inglês, a versão integral da transcrição da suposta fita altamente secreta, vazada por um "alto informante", e a análise do pesquisador James Oberg).

A transcrição foi investigada por um dos mais famosos pesquisadores da Ufologia mundial, o já falecido Dr. Joseph Allen Hynek. Ele visitou o Centro Espacial de Houston em julho de 1976 e teve acesso ao vasto material da NASA que, embora já tivesse acesso livre a pesquisadores e cientistas credenciados, não havia sido liberado ao grande público. Depois de analisar todo o acervo, Hynek opinou, numa entrevista à revista Playboy de janeiro de 1978, que as histórias de UFOs e astronautas eram falsas.

Este não é o primeiro episódio a relacionar supostas transmissões secretas de astronautas à presença de improváveis extraterrestres na Lua. Uma produção inglesa destinada à exibição na TV e baseada na obra de ficção científica "Altenative 3" (seria um documentário-ficção encomendado para o dia 1º de abril de 1978) ganhou destaque no programa “Boa Noite Brasil”, em 24 de julho de 2003, do qual participou o tenente-coronel aviador Marcos César Pontes - o primeiro astronauta brasileiro.

No programa, o suposto estigmatizado italiano Giorgio Bongiovanni, que lançava no Brasil o vídeo “Filmagens de UFOs no Espaço”, apresentou o fictício vídeo de 1º de abril como potencialmente verdadeiro. O tenente-coronel Marcos Pontes, é importante frisar, não ratificou a história, também apontando incoerências na linguagem usada no áudio e a linguagem padrão dos astronautas. (Veja o artigo completo aqui, no site Ceticismo Aberto).

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Portal/Revista Vigília Mon, 04 Jan 2010 19:45:00 -0300
Rússia/Inglaterra: invasão de OVNIs-UFOs pirâmide ou novo "viral"? http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1030 No mesmo dia que as agências de notícias tratavam de divulgar o espetáculo luminoso avistado de madrugada na Noruega (9/12), fruto de um míssil russo defeituoso, chegava ao Youtube outro vídeo que pouco depois viraria febre: o UFO em forma de pirâmide sobre Moscou, na Rússia.

 

 

O vídeo, que teria sido gravado de dentro de um automóvel em movimento e com os vidros fechados, mostra uma gigantesca pirâmide rodando sobre seu eixo - mas sem sair do lugar - bem acima do Kremlin. A cena teria sido captada em dois momentos: um à noite e outro durante o dia, de ângulos e distâncias, e por cinegrafistas amadores diferentes.

 

 

Os jornais e agências que divulgaram o fato reproduzem a mesma informação de que a polícia russa estaria de recusando a comentar o fato, sem mencionar quem na polícia (ou que destacamento da polícia) foi consultado. Porém nenhum noticioso estranha o fato de que, apesar do tamanho do objeto (ou dos objetos) e do tempo de duraçao das filmagens, nenhuma outra testemunha dos episódios tenha vindo à tona, passada quase uma semana.

Quatro dias depois do primeiro vídeo cair na rede, mais uma filmagem de UFO pirâmide foi postada no Youtube. Agora supostamente na Inglaterra, país que recentemente anunciou o fechamento de seu programa oficial de investigações de OVNIs. Desta vez, no entanto, nenhuma informação sobre o local exato da filmagem foi revelada.

 

 

É no mínimo curiosa a coincidência do surgimento dos supostos "OVNIs pirâmides" logo após a "espiral norueguesa" ganhar o apelido de "Stargate" (Portal Estelar), remetendo ao filme e séries homônimos produzidos pelo canal MGM. O argumento principal da produção é o mecanismo que permite viagens interestelares através de buracos de minhoca (wormholes). Uma das primeiras e mais conhecidas "linhas de naves" da série Stargate, a espaçonave "Goa'uld", tinha o formato de pirâmide, numa referência aos deuses egípcios.

O seriado ganhou recentemente um derivado ("spin-off"), chamado Stargate Universe, o terceiro já lançado. Ao mesmo tempo, acaba de chegar às telonas outro filme com temática alien: Avatar. Em novembro já havia sido lançado o "Contatos Imediatos do 4º Grau" (que chega no início de 2010 ao Brasil), além da refilmagem da série "V - A Batalha Final". Mas a invasão extraterrestre vinda dos sets de filmagens ainda terá outra investida: na primavera, na Inglaterra, devem começar as filmagens de "UFO", um "remake" da série homônima dos anos de 1970.

Não parece coincidência que só mesmo na visão hollywoodiana os alienígenas tirem vantagem de gigantescas naves rodopiando sem sentido nos céus. De qualquer forma, os diretores e produtores devem estar comemorando o efeito positivo que a "invasão piramidal" deve provocar no interesse dos espectadores pelos filmes com temática ufológica e estraterrestre. Sejam as pirâmides "virais", ou não...

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Portal/Revista Vigília Fri, 18 Dec 2009 21:36:00 -0300
Espiral de luz sobre a Noruega era teste de míssil russo http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1029 Nem OVNI nem fenômeno natural. O governo da Rússia finalmente admitiu nesta quinta-feira, 10, que realizou um experimento fracassado com seu missil intercontinental Bulava. A tentativa foi a 13ª frustrada do novo equipamento. Com isso, astrônomos e especialistas afirmaram que se explica o estranho fenômeno luminoso observado nos céus da Noruega na madrugada do dia 9, quarta-feira.

A agência de notícias Reuters revela que o próprio Ministério da Defesa admitiu a falha, dizendo que o lançamento foi feito a partir do submarino nuclear Dmitry Donskoi, de uma posição submersa no Mar Branco.

A agência ainda reporta que o ministério informou que os dois primeiros estágios do míssil funcionaram corretamente, mas que houve um problema técnico na trajetória.

O canal de televisão ABC acrescentou que, apesar de admitir os problemas no lançamento, o Ministério da Defesa russo não quis comentar se as luzes vistas no céu da Noruega têm relação com o lançamento do míssil.

Segundo a reportagem da ABC, tentativas anteriores sem sucesso já haviam gerado fenômenos atmosféricos estranhos. Entrevistado por diversos veículos no dia da divulgação das imagens, o astrônomo norueguês Knut Jørgen Røed Ødegaard já cogitava a hipótese de um míssil.

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Portal/Revista Vigília Thu, 10 Dec 2009 16:04:00 -0300
Estranho fenômeno luminoso na Noruega intriga cientistas http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1028 Um inusitado fenômeno luminoso, com um rastro azul e uma forma em espiral de cor branca, apareceu na madrugada da última quarta-feira, 9, no céu ao norte da Noruega e deixou atônitos deixando milhares de moradores das cidades de Trøndelag e Finnmark. Até agora, as testemunhas já lançaram hipóteses como OVNI/UFO, experimento com míssil russo, atividade meteorítica ou ondas de choque de algum novo tipo de aeronave. Mas o fato é que os cientistas consultados pelo portal noruegues VGNett e outros veículos ainda não tem uma teoria para explicar o fenômeno.

O evento começou com uma luz azulada que parecia subir saindo por trás de uma montanha. O rastro de luz parou um pouco acima da linha do horizonte e começou a desenvolver uma forma circular. Pouco depois, transformou-se numa espiral gigante que cobriu boa parte do céu ao norte. A seguir, do centro do fenômeno surgiu um raio de coloração verde-azulada que durou, segundo os relatos, entre 10 a 20 minutos, antes de desaparecer completamente, deixando uma espécie de buraco negro ao centro. Além das fotografias com tempo de exposição aumentado obtidas pelo fotógrafo Jan Petter Jørgensen, da Rex Features, o vídeo de um morador foi parar no YouTube (abaixo) e diversos outros foram enviados ao VGNett, mostrando vários ângulos do evento e suas diferentes fases.

As linhas telefônicas do instituto metereológico norueguês chegaram a ficar congestionadas diante das ligações da população apavorada. De acordo com as agências internacionais, astrônomos ouvidos pelos jornalistas disseram que o fenômeno não parecia estar conectado com a aurora boreal, tão comum nessa área do mundo. O cientista chefe do Centro Espacial Norueguês, Erik Tandberg, disse ao TheSun que ele também ficou "totalmente espantado" com a espiral. Ele concorda com outros especialistas sobre a possibilidade da forma ter sido provocada por um míssil da Rússia, algo que os militares russos negaram com veemência às agências internacionais.



Fred Hansen, um dos moradores locais, descreveu o acontecido como "uma grande bola de fogo que ficou dando voltas, com uma grande luz dando voltas novamente". Já Axel Rose Berg, de Alta, afirmou que era "como uma espiral gigante - uma estrela candente que girava e girava", dizendo que pensava se tratar de uma projeção à princípio.

O astrônomo norueguês Knut Jørgen Røed Ødegaard disse ao portal VG Nett que nunca viu algo parecido. "Pensei primeiro que fosse um meteoro em forma de bola de fogo, mas demorou por tempo demais", disse. "Pode ter sido um míssil na Rússia, mas não posso garantir que seja a resposta". Segundo informações do Daly News, o controle aéreo do local disse que o fenômeno durou dois minutos, mas admitiu que era "demorado demais para ser um fenômeno astronômico".

 

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Portal/Revista Vigília Wed, 09 Dec 2009 23:22:00 -0300
Virgin apresenta nave para voos turísticos ao espaço http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1026 A companhia aeroespacial do milionário britânico Richard Branson, Virgin Galactic, apresentou ontem, 7/12, a espaçonave SpaceShipTwo (SS2), com a qual empresa pretende tornar-se a pioneira do setor privado a realizar viagens turísticas ao espaço. O protótipo, que tem o tamanho de um jatinho executivo, tem capacidade para transportar até seis passageiros e dois pilotos e foi apresentado nas instalações da Virgin situadas no Deserto de Mojave, na Califórnia.

"É verdadeiramente um grande dia. A equipe criou não só uma novidade mundial, mas também uma obra de arte. A apresentação do SS2 leva a visão da Virgin Galactic ao nível seguinte", afirmou Branson, para quem a produção da nave é uma "evidência tangível" de que seu projeto é factível.

A construção da SS2 começou em 2007 e foi realizada secretamente sob a direção do engenheiro Burt Rutan, responsável pelo projeto do SpaceShipOne (SS1), que obteve sucesso em 2004 ao conquistar o prêmio Ansari X-Prize. O prêmio, uma criação da X-Prize Foundation, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de programas espaciais privados, rendeu US$ 10 milhões à Virgin por ser a primeira a lançar uma nave retornável que, por duas vezes, num intervalo de 14 dias, superou os 328.000 pés de altitude (a SpaceShipOne alcançou o recorde de 367.442 pés - ou cerca de 112 km - em sua segunda viagem).

Rebocada inicialmente sobre outro aeronave, o WhiteKnightTwo, a SS2 realizará um voo a 105 quilômetros de altitude e permanecerá cinco minutos em situação de falta de gravidade, antes de voltar a entrar na atmosfera terrestre, pousando da mesma forma que os atuais ônibus espaciais da Nasa (Agência Espacial Norteamericana).

O "Espaço Porto Americano", como a Virgil o denominou - a pista de aterrissagem e de decolagem de seus vôos - ainda será construído no estado americano do Novo México. Algumas centenas de aspirantes a astronautas já desembolsaram US$ 200 mil ou fizeram reservas para garantir que serão os primeiros da fila nas viagens, que, segundo a empresa, deverão começar em 2011.

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Portal/Revista Vigília Tue, 08 Dec 2009 14:18:00 -0300
Inglaterra encerra oficalmente investigações de OVNIs http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1025 Nesta semana, a Inglaterra encerrou oficialmente seu programa de pesquisa e investigação de Objetos Voadores Não Identificados. Não houve propriamente um anúncio, conforme destacou o pesquisador Nick Pope, em mensagem à lista Ufo UpDates. Pope, que já foi o funcionário do Ministério da Defesa Britânico (MoD) encarregado do depertamento de UFOs, alertou sobre a mudança num documento já existente na seção de " Liberdade de Informação", no site do MoD.

Desde 1 de dezembro de 2009, o documento intitulado "Como Reportar Um Avistamento de UFO" esclarece que o departamento fechou a linha telefônica a conta de o e-mail destinados a atender relatos de avistamentos. E informa que não irá mais responder a avistamentos ou mesmo investigá-los. O texto explica "em mais de 50 anos, nenhum relatório de UFO revelou qualquer evidência ameaça em potencial ao Reino Unido".

Um porta-voz do Ministério revelou que os recursos economizados com o fechamento do "Arquivos X" britânico serão destinados a outras áreas, como a guerra no Afeganistão.

Na nota à lista Ufo Updates, Pope lamenta. "Tendo trabalhado no Projeto UFO de 1991 a 1994, me entristece ver o MoD desistir dessa forma. Acredito que, existindo evidências que sugiram que o espaço aéreo do Reino Unido tem sido penetrado por objetos não identificados, isso deveria automaticamente ser do interesse da defesa e investigado de forma apropriada", ressalta.

Pope acredita que eventuais incursões não autorizadas e inexplicadas ao espaço aéreo do Reino Unido continuarão sendo investigadas no âmbito da Força Aérea Real, mas sem um "projeto UFO" oficialmente constituido, prática que, especula, já seria a adotada nos Estados Unidos. Segundo ele, de 1950 até o hoje, o MoD recebeu cerca de 12 mil relatórios de OVNIs, dos quais 5 por cento permanecem inexplicados.

O anúncio na seção de Liberdade de Informação do MoD esclarece, contudo, que vai continuar o programa de liberação de documentos relativos às investigações já realizadas, através do Arquivo Nacional. Desde 2002, com a abertura de documentos relacionados ao chamado "Caso Rendlesham Forest", a Inglaterra vem publicando seus arquivos, num programa que ganhou celeridade a partir de 2007.

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Portal/Revista Vigília Fri, 04 Dec 2009 15:27:00 -0300
Celulares e ferramentas digitais facilitam proliferação de falsos OVNIs http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=1024 Ao invés de trazerem registros abundantes e mais confiáveis do fenômeno OVNI, as novas ferramentas da Era da Informação estão entulhando coleções de fraudes e erros de interpretação em repositórios de vídeos como o Youtube. Pior, com alguma qualidade na falsificação e uma boa -- e mentirosa -- história de suporte, alguns destes "registros" ganham cada vez mais apoiadores leigos e seguidores crédulos, transformando-se em verdadeiras lendas modernas. Muito mais rápido do que a velocidade com que os pesquisadores sérios da fenomenologia OVNI conseguem desmistificar e desvendar tais ocorrências.

Um dos mais famosos e recentes episódios desse frisson da “Geração Youtube” foi o vídeo que ficou mundialmente conhecido como "UFOs do Haiti". Mesmo tendo sua autoria assumida pelo artista gráfico francês David Nicolas pouco tempo depois de lançado, com uma repercussão que extrapolou a rede digital e atingiu com força as mídias convencionais, até hoje eventualmente surgem nos fóruns, listas de discussões e redes sociais, mensagens de internautas incautos entusiasmados com as imagens fictícias.

Parte da culpa pelo sucesso dos falsos OVNIs na rede digital também pode ser atribuída às chamadas ações de “marketing viral”. Desenvolvidas com o objetivo de encantar os usuários das redes sociais e de troca de vídeos na Internet, em geral estas ações tendem a tentar confundir o público sobre a possibilidade de uma realidade inusitada, para então associá-la a alguma marca ou produto. Quase sempre, quando mal executada, a associação não ocorre e o que resta é apenas confusão.

Uma destas ações, durante os meses de setembro e outubro, foi levada a cabo pelo portal Terra da Espanha. Durante algumas semanas, internautas de todo o planeta foram induzidos ao erro de acreditar que a Galícia vinha sendo palco de uma grande operação envolvendo avistamentos de OVNIs, acidentes com supostas aeronaves e o acobertamento de provas destes fatos. O jornal “La Voz de La Galícia” chegou a publicar relatos não anônimos de avistamentos na região. Alguns dias depois, o próprio portal Terra tornou pública a campanha, dizendo tratar-se de uma homenagem aos 71ª aniversário da transmissão de “Guerra dos Mundos”, por Orson Welles. O site CeticismoAberto foi um dos principais a cobrir toda a história, e chegou a antecipar a possibilidade de um viral.

Algum tempo atrás, em 2006, uma ação de marketing viral conseguiu até mesmo patrocínio do governo da Austrália para “dar” às pessoas o que seu diretor, Christopher Kenworthy, descreveu como “um pouco do drama e da excitação de um encontro próximo com um UFO, criando um genuíno sentimento de admiração”.

A essência deste fenômeno de transformação de uma fraude ou vídeo elaborado numa “realidade ufológica” não é exatamente recente. Mas ele se reinventa de maneiras surpreendentes. Pouco depois do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que atingiu as torres gêmeas do World Trade Center, um vídeo começou a chamar a atenção dos internautas. Na esteira da divulgação que ganharam algumas teorias e imagens conspiracionistas sobre o atentado, uma suposta gravação feita alguns meses antes da queda das torres gêmeas veio à tona. Uma suposta jornalista gravava uma reportagem dentro de um helicóptero em voo quando a câmera captou um objeto discoide fazendo manobras incríveis próximo da equipe. Todos se assustam e apontam para o fenômeno. Pouco tempo depois, descobriu-se que tratava-se apenas de uma vinheta para o canal de TV por assinatura Sci-fi, que lançou diversas outras vinhetas com temática ufológica. Isso não impediu, no entanto, que se propagasse a lenda do UFO no World Trade Center, perdurando até hoje.

A rede mundial de computadores está repleta de outros falsos OVNIs que ganharam alguma notoriedade. Alguns exemplos podem ser vistos neste link (OVNI na Itália), neste outro (OVNI no México) e ainda neste aqui (OVNI na China). O impressionante é que, para cada vídeo desses, nos quais foram usadas filmagens razoavelmente elaboradas e executadas com a finalidade de iludir, somam-se algumas centenas de filmagens menos famosas cujos autores garantem terem capturado autênticas imagens de artefatos supostamente de origem extraplanetária, quando na verdade mostram nada mais que estrelas, balões, pássaros, insetos, aeronaves convencionais e fenômenos naturais. Alguns exemplos podem ser encontrados aqui (“Balão Aranha”), neste outro link (uma estrela), o impacto de um objeto em Alberta, no Canadá (evidente evento meteorítico que só a rede mundial poderia transformar num UFO!) ou ainda os "OVNIs que soltavam raios".

Curiosamente, a própria comunidade ufológica, que na maioria das vezes é também a primeira a encontrar os indícios de fraudes e erros de interpretação, em algumas oportunidades acaba sendo pivô da criação de novos mitos. Depois dos "RODs", apresentados como autênticos "objetos inexplicáveis" ao mundo pelo pesquisador José Escamilla, de Roswell (Novo México), outro exemplo marcante desta tendência pôde-se observar mais recentemente na ampla divulgação das famosas "flotilhas OVNI", que foram introduzidas no circuíto ufológico pelo pesquisador mexicano Jaime Maussan.

No primeiro caso, vieram à luz muitas provas, reproduções controladas dos fenômenos e argumentos de especialistas em imagens e inúmeros pesquisadores experientes, mostrando tratarem-se de insetos passando rapidamente a curta distância das câmeras utilizadas. No segundo, mesmo recebendo críticas – acompanhadas de demonstrações controladas e esclarecedoras – de analistas de renome na Ufologia, mostrando cabalmente tratarem-se de simples balões comuns (bexigas!) com hélio refletindo a luz solar (e, após certas altitudes, comportando-se de acordo com as camadas de ventos da atmosfera), as imagens inexplicavelmente ganharam eco e encontraram defensores na própria comunidade ufológica. Um excelente documentário em vídeo sobre o tema foi produzido pelo pesquisador Claudeir Covo, do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais.

Neste novo mundo digital, uma imagem já não vale mais que mil palavras. A única certeza na busca por verdades nesta nova era da Ufologia é a de que são fundamentais o senso crítico, o bom senso e um bom conhecimento do funcionamento dos equipamentos e recursos para edição à disposição de qualquer usuário com um celular ou uma câmera digital na mão.

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Portal/Revista Vigília Thu, 03 Dec 2009 22:33:00 -0300
Inglaterra faz nova liberação de arquivos secretos sobre OVNIs http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=996 O Ministério da Defesa britânico liberou neste domingo (22/03) uma extensa coletânea de arquivos relacionados ao tema UFO (sigla em inglês para OVNI) devendando a ação militar e governamental abrangento o período de 1987 a 1993. Embora a imprensa mundial esteja reverberando o fato como "o fim do segredo britânico" sobre os UFOs, o fato é que esta não é a primeira vez que o Ministério da Defesa Britânico (MoD) libera documentos sigilosos sobre o assunto, e provavelmente, não será a última, já que o período liberado exclui os últimos 16 anos de atividade ufológica naquele país. Recentemente, Nick Pope, ex-funcionário do MoD, comentou esse processo de liberação em artigo reproduzido com sua autorização pelo Portal/Revista Vigília

A diferença das informações liberadas neste momento para os episódios anteriores -- como a remessa de documentos e pesquisas superficiais a respeito do Incidente Rendlesham (considerado o "Caso Roswell" britânico) -- é a contundência e a variedade de ocorrências e casos documentados. Ali estão compilados os casos acompanhados pelo DI55, uma seção dos serviços de inteligência do MoD cuja existência era negada pelo governo britânico até muito recentemente.

A compilação, que inclui relatórios de visitas, questionários, dossiês, relatórios de pesquisadores civis, recortes de jornais, entre outros, mostram que as autoridades inglesas atribuíram importância suficiente ao fenômeno para estabelecer padrões de investigação e monitoramento. "Não tanto pelo fenômeno OVNI em si, mas por questões de defesa", comentou o pesquisador David Clarke, professor da Universidade de Sheffield, consultado pela BBC News online.

Nos novos documentos revelados, há casos espetaculares, como um episódio de observação coletiva registrado em Perthshire, em 4 de agosto de 1990, quando um grande objeto em forma de diamante foi visto por quase 10 minutos antes de disparar em direção ao céu em grande velocidade. Segundo alguns jornais ingleses, fotos da ocorrência fazem parte do material liberado agora.

Também há episódios pitorescos, como o ocorrido em Norwich, em Novembro de 1989, protagonizado por uma mulher contou ter conversado durante dez minutos com um homem louro. O alienígena teria expicado que os círculos ingleses eram obra de seres extraterrestres como ele e que o propósito da sua visita era amigável.

Assustada, a mulher correu para casa. Mas antes de chegar ainda teria ouvido um zumbido e visto quando um objeto brilhante, de cor laranja e formato esférico, elevou-se no ar. Logo a seguir telefonou aterrorizada para a força aérea

No total, os Arquivos Nacionais autorizaram o acesso a sete casos estabelecidos entre novembro de 1987 e abril de 1993 pelos serviços de inteligência. Estes arquivos abrangem relatos de 1.200 observações de Objetos Voadores não Identificados (OVNI). Os documentos estão à disposição do público para consulta e download, em formato PDF, no site http://www.nationalarchives.gov.uk/ufos.

 

 

 

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Portal/Revista Vigília Mon, 23 Mar 2009 00:59:00 -0300
Moradores do DF e Goiás relatam OVNI http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=995 O jornal Correio Brasiliense de hoje, 10/03, está repercutindo a aparição de um misterioso OVNI (ou UFO) nos céus de Brasília e Goiás na noite do último sábado, 07/03, entre as 19h20 e 20h30. Segundo diversas testemunhas que entraram em contato com o jornal, o misterioso fenômeno que cruzou os céus na direção norte-sul tinha forte luminisidade, deixando um rastro verde brilhante por onde passou, indicando a possibilidade de entrada na atmosfera de um pedaço de satélite ou um meteorito.

Todos os relatos concordam que o objeto descreveu uma trajetória retilínea, a altíssima velocidade, e, relativamente, a baixa altitude. Entre as testemunhas há dois delegados e três policiais militares de Goiás, além de um meteorologista que se dirigia ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. Manoel Rangel viu o clarão quando chegava ao Inmet, e declarou ao jornal que achou "que aquilo fosse cair, deixando um rastro. Nunca vi nada tão grande e tão baixo no céu”, acrescentou. Segundo Rangel descreveu, o fenomemo "se despedaçou" rapidamente.

O Correio Brasiliense afirma que "Equipamentos da Universidade de Brasília (UnB) registraram um sinal ainda não explicado no nordeste de Goiás". O Observatório Sismológico da UnB não registrou tremores, mas detectou uma anomalia na "estação infrassom", localizada relativamente próxima de Divinópolis, em Goiás. Além disso, a reportagem apurou que moradores dessa cidade teriam ouvido uma explosão após a queda do OVNI brilhante. "Minha casa balançou e o teto tremeu”, afrmou ao jornal Darcy Augusto, morador de São Domingos, vizinha a Divinópolis.

 

 

 

 

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Portal/Revista Vigília Tue, 10 Mar 2009 13:11:00 -0300
12º Encontro Ufológico Exo-X e Gucit http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=6&id=973 Data: 14 de Dezembro de 2008.

Local: GEAS - Grupo Espírita Auta de Souza - Rua Força Pública, 268 - Estação Carandiru do Metrô – São Paulo.

ENTRADA FRANCA

Apresentação: Mauro de Rezende e Edison Capozzoli

Flash Pesquisa: Paulo Aníbal G Mesquita Relato dos acontecimentos Ufológicos (com áudio) em Concórdia – Santa Catarina e Cristais / Franca – São Paulo.

Palestrante do mês: Edison Boaventura Júnior - Presidente do GUG - Grupo Ufológico Guarujá.

Tema: Círculos Ingleses-Catarinenses X Ninhos de OVNIs: Paradigma Insólito! - Edison falará sobre sua viagem à Inglaterra em 2002, abordando os fenômenos dos CROP CIRCLES naquele país e no mundo, assim como atualmente, no estado de Santa Catarina (Brasil). Comparações sobre casos de pousos de OVNIs e os Círculos Ingleses e o que há de verdade e fraude neste assunto.

Observações dos organizadores:

  • Só é permitida a presença de maiores de 14 anos
  • É Proibido fumar no local

Haverá arrecadação de donativos para as vítimas de Santa Catarina. Mantimentos, Roupas em Geral, Lençóis, Cobertores serão encaminhados à Defesa Civil para serem entregues às vítimas.

Realização: Exo-X e Gucit - Grupo Ufológico Cidade Tiradentes


As informações de horários, datas, locais e preços constantes na agenda são divulgadas pelos organizadores do evento. O Portal/Revista Vigília não se responsabiliza por eventuais mudanças de programação e tão pouco atesta ou endossa qualquer informação aqui reproduzida
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Portal/Revista Vigília Sun, 14 Dec 2008 15:00:00 -0300
18º Encontro Ufológico Giordano Bruno http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=6&id=972 Data: 07 de Dezembro de 2008 (domingo) Local: Largo Santa Cecília, 73 – 1° andar – sala 02 – (na saída do metrô Santa Cecília, na praça, ao lado da igreja, Edifício Jaraguá) Evento já tradicional do Grupo Ufológico Giordano Bruno, desta vez excepcionalmente com as palestras iniciando ÀS 14 HORAS. 1ª Palestra: "Ufologia Psíquica: Fenômenos Parapsíquicos e a Presença Extraterrestre" - com o Prof. Wagner Borges 2ª Palestra: "Onda Ufológica 2008 e os Círculos" - com Wallacy Albino *******ENTRADA FRANCA********* A organização agradece a quem puder contribuir com 1(um) Kg de ALIMENTO NÃO PERECÍVEL ou LEITE EM PÓ, para o LAR ANJO GABRIEL, que cuida de crianças carentes em Santana, São Paulo, SP. Nesta edição do evento, também serão recolhidos donativos para os desabrigados de SANTA CATARINA (Produtos não perecíveis).
As informações de horários, datas, locais e preços constantes na agenda são divulgadas pelos organizadores do evento. O Portal/Revista Vigília não se responsabiliza por eventuais mudanças de programação e tão pouco atesta ou endossa qualquer informação aqui reproduzida
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Portal/Revista Vigília Sun, 07 Dec 2008 14:00:00 -0300
Ufólogos reclamam do processo de abertura dos arquivos secretos no Brasil http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=0&id=975 Pesquisadores da chamada Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e signatários do Dossiê UFO Brasil (protocolado no dia 21 de dezembro de 2007 no Palácio do Planalto, na forma de requerimento endereçado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff), já começam a falar em impetrar um mandado de segurança contra o Ministério da Defesa e o Governo Brasileiro em virtude do processo de liberação dos documentos oficiais brasileiros referentes a OVNIs e extraterrestres.

A ameaça consta de matéria divulgada a pouco no Portal UFO, da Revista UFO. O texto é assinado pelo conselheiro especial da publicação, Fernando de Aragão Ramalho, um dos integrantes da CBU.

Em maio de 2005, os membros da CBU visitaram as instalações do I Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I) e do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), a convite da aeronáutica, com a expectativa do início das tratativas para a transferência de conhecimento - e documentos oficiais - dos militares para a sociedade civil. Na época, as expectativas foram reforçadas e fomentadas pelos interlocutores militares do encontro.

Mais de dois anos depois, sem qualquer novo desdobramento, o Dossiê UFO Brasil foi a forma encontrada pelos pesquisadores de retomarem o assunto, incitando o cumprimento da Lei 11.111/2005, criada pelo Governo para regular a salvaguarda de itens considerados secretos no país. Pela nova regulamentação, o prazo de sigilo de inúmeros documentos oficiais estaria encerrado, obrigando sua liberação para consulta pública.

No entanto, apenas recentemente - em 31 de outubro de 2008 - o Ministério da Defesa enviou cópias de alguns documentos ufológicos militares à Coordenação Regional do Arquivo Nacional, no Distrito Federal (AN/COREG). As pastas contém apenas 213 páginas de cópias xérox e alguns recortes de jornal e, segundo os pesquisadores, representam menos de 1% do que os ufólogos solicitaram no Dossiê UFO Brasil. Os pesquisadores alertaram ainda que os documentos não contém fotos e filmagens dos arquivos do COMAER (Comando da Aeronáutica) produzidas em episódios já bastante conhecidos da Ufologia Brasileira, como a Operação Prato e a Noite Oficial dos UFOs no Brasil

O conselheiro Fernando Ramalho descata que "só as três pastas conferidas manualmente pelos membros da CBU, quando de sua visita ao CINDACTA em maio de 2005, incluindo esses dois casos citados, continham bem mais do que as 213 cópias enviadas ao AN. Além do mais, como já fora motivo de desconfiança antecipada por este membro da CBU, nada da Marinha e nem do Exército foi disponibilizado".

O Portal UFO disponibilizou o conteúdo para download:

Pasta 1 – 1952 – Caso Barra da Tijuca 
Pasta 2 – 1954 – Relato de um comandante da VARIG e síntese de ocorrências de avistamentos 
Pasta 3 – 1955 – Relato sobre UFO em Araras (SP) 
Pasta 4 – 1956 – Relato sobre UFO em São Sebastião (SP) 
Pasta 5 – 1962 – Caso Duas Pontes, de Diamantina (MG) 
Pasta 6 – 1968 – Relatos diversos no estado de (SP) 
Pasta 7 – 1969 – Relatos diversos nos estados de SP, MG e RJ 
Pasta 8 – 1969 – Boletins do SIOANI 
Pasta 9 – 1969 – Recortes de jornaisde abril a junho

Fonte: Portal UFO - Revista UFO (http://www.ufo.com.br)

 

A farsa da "desclassificação" espanhola

Enquanto no Brasil os pesquisadores falam em mandado de segurança para garantir a liberação total dos arquivos OVNI registrados pelas forças armadas, o escritor espanhol Juan José Benítez, já bastante conhecido no cenário ufológico internacional, teria afirmado em entrevista à Rádio "Punto Cero", no México, que a desclassificação em seu país foi uma farsa.

O fato foi comentado pelo jornalista e pesquisador mexicano Yohanan Díaz Vargas em seu blog. Benítez está no México para o lançamento de seu livro "De la mano con Frasquito", ainda sem lançamento previsto no Brasil. Manchando um passado de excelentes relações com a comunidade ufológica brasileira, há alguns anos o pesquisador espanhol provocou polêmica por aqui ao divulgar supostas pesquisas que teria feito sobre o Caso Varginha, apresentando resultados totalmente dissonantes com o que diversos pesquisadores brasileiros já tinham apurado no episódio.

 

 

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Portal/Revista Vigília Wed, 03 Dec 2008 15:35:00 -0300
Os Arquivos X do Ministério da Defesa Britânico http://www.vigilia.com.br/sessao.php?categ=2&id=974

No fim de 2007, o Ministério da Defesa britânico comprometeu-se a liberar todos os seus arquivos de OVNIs. Em 14 de maio de 2008 o Arquivos Nacionais liberou o primeiro lote de arquivos, levando a cobertura da mídia a nível mundial, incluindo artigos no New York Times e cobertura no CNN News. Em 20 de outubro de 2008, o Arquivos Nacionais liberou o segundo lote de arquivos, gerando novamente a cobertura da mídia mundial, incluindo uma reportagem de destaque no Nightline da ABC News. Eu costumava trabalhar no Ministério da Defesa sobre estes arquivos e embora eu tenha deixado o serviço público em 2006, tenho assistido ao Arquivos Nacionais no processo de liberação ao revisar os arquivos, selecionando casos de potencial interesse para os meios de comunicação e agindo como alguém para quem eles podem encaminhar os jornalistas que queiram discuti-los. Vou descrever os antecedentes para esta liberação e explicar como a decisão de 2007 do governo francês de liberar seus arquivos OVNI foi um dos fatores principais na decisão britânica, como o foi o fato de o Ministério da Defesa receber mais pedidos de Liberdade de Informação (FOI) sobre OVNIs do que qualquer outro tema. Darei então informações detalhadas sobre os arquivos, explicando quanto material há, o que se compreende e o que foi o cronograma para a total divulgação. Discutirei também o nível de classificação envolvida e as várias isenções de FOI que significam que certas informações não serão liberadas. Finalmente, vou selecionar alguns casos entre os mais recentemente liberados e discutir as maiores implicações desta liberação.

Introdução

Eu trabalhei para o Ministério da Defesa na Grã-Bretanha durante 3 anos e eu operei seu projeto OVNI. Minha função era investigar os avistamentos de OVNIs relatados ao governo britânico, procurando indícios de qualquer ameaça em potencial, ou qualquer coisa que pudesse ser julgada como um "motivo para defesa". Em 2007, o governo francês liberou seus arquivos OVNI e isto foi cercado por muitos rumores que diziam que o governo britânico estava próximo a fazer o mesmo. Este processo agora começou e está sendo comentado extensivamente nos meios de comunicação e na comunidade ufológica. No entanto, a situação é mais complexa do que se supõe e algo do que se tem escrito foi mal interpretado ou está errado. Assim sendo, vou esclarecer a situação, explicar o que já aconteceu, o que está acontecendo agora e o que as pessoas podem esperar para ver em desenvolvimentos futuros.

Os Decretos de Registros Públicos

Antes que o Decreto Britânico de Liberdade de Informação entrasse totalmente em vigor em 2005, os Decretos de Registros Públicos fixaram as regras de acesso aos arquivos públicos. O aspecto mais conhecido destes decretos foi o assim chamado Regra dos 30 Anos, o qual fez consideravelmente mais do que o esperado e significou que a maioria dos arquivos não seriam abertos até 30 anos após o mais recente documento. Alguns arquivos mais sensíveis foram retidos por mais tempo, enquanto alguns nunca seriam liberados. A 'posição padrão', por assim dizer, não era a liberação. Era uma cultura totalmente diferente, e quando me juntei ao Ministério, em 1985, ele era uma organização isolada com uma interface limitada entre ele o público e entre ele e os meios de comunicação. O Departamento que eu deixei em 2006, após uma carreira de 21 anos, era praticamente irreconhecível da organização que eu encontrei mais de duas décadas atrás.

1967

Houve uma grande onda de avistamentos de OVNIs no Reino Unido em 1967 (e também nos EUA e em outros lugares) e o tema gozou de extensiva cobertura dos meios de comunicação. Também havia muito interesse do Parlamento e uma das principais decisões em relação aos documentos sobre OVNIs do Ministério da Defesa foi tomada naquele ano. Os ministros da defesa concordaram que em vista do interesse público/histórico, todos os arquivos OVNI seriam mantidos permanentemente e seria considerada uma eventual liberação. Antes disso, os arquivos sobre o assunto têm sido revisados cinco anos após o fechamento e podem ser ou destruídos, enviados às divisões de gerenciamento de registros do ministério ou enviados ao Gabinete de Registros Públicos (agora renomeado Arquivos Nacionais). O que isto significou foi que antes de 1967, poucos arquivos OVNIs sobreviveram a este processo e com poucas exceções, os arquivos OVNIs dos anos cinqüenta e início dos anos sessenta foram destruídos. Não havia nada de sinistro sobre isto e decisões como esta eram tomadas o tempo todo para uma série de outros assuntos. Foi um negócio subjetivo e funcionava assim: a equipe administrativa me trazia os arquivos e eu tinha que decidir se autorizava a destruição, a retenção permanente ou uma nova revisão. Eu nunca autorizei a destruição de um arquivo OVNI e, seguindo as regras de 1967, ninguém o faria.

Liberdade de Informação

A introdução do Decreto de Liberdade de Informação (promulgado em novembro de 2000 e colocado em vigor em janeiro de 2005) efetivamente reverteu a posição padrão e a presunção atual é que a informação deve ser liberada, a menos que alguma das exceções formais se aplique. Fui treinado para tal e lidei eu mesmo com os pedidos de Liberdade de Informação (FOI - do inglês Freedom of Information), portanto tenho em primeira mão conhecimento sobre isto. Os ufologistas usaram extensivamente desta lei (e do Código de Práticas em Acesso às Informações Governamentais, que precedeu à FOI mas que tentou aplicar alguns de seus princípios) e pesquisadores como Georgina Bruni e Timothy Good têm conseguido alguns êxitos destacados. O arquivo do incidente de Rendlesham Forest e sobre o incidente Cosford, o "Flying Saucer Working Party and Project Condign" (um estudo altamente classificado sobre OVNIs feito pelo Grupo de Inteligência de Defesa e realizado por um empreiteiro da defesa) foram todos obtidos usando-se ou o Código ou a FOI. Todos estes arquivos e outros mais estão agora disponíveis no website do ministério, www.mod.uk. Clique na seção "Freedom of Information" e procure o "Publication Scheme" e o "Disclosure Log", através de palavras-chave como UFO e UAP e estará tudo ali, ao lado de documentos e arquivos num vasto leque de outras disciplinas, incluindo fascinantes estudos de 2001 feitos pelo ministério através do estudo de observações remotas.

FOI ou Investigação?

O ministério recebe mais pedidos FOI relativos a OVNIs do que sobre qualquer outro assunto, incluindo a guerra do Iraque ou Afeganistão. O setor onde trabalhei está agora tão ocupado lidando dos pedidos FOI que isto está tomando precedência pra além da pesquisa e investigação que foram feitas em meus dias. Poucos avistamentos de OVNIs são atualmente investigados em qualquer senso significativo da palavra e a maioria dos avistamentos suscita um pouco mais de interesse do que uma carta normal. Um caso importante como o avistamento de Ray Bowyer sobre Channel Islands em 23 de abril de 2007 será ao menos investigado, mas não muito mais do que já tenha sido previamente investigado. A análise da documentação deste caso preencheu 9 páginas. Compare-o com processos importantes anteriores, como o de Rendlesham Forest ou o Incidente Cosford, onde os processos ocupam mais de 100 páginas de documentação. As investigações estão sofrendo por causa da carga de trabalho a ser colocada em pauta devido à FOI, mas a FOI está sendo prioridade porque se não forem cumpridas as obrigações, o ministério estará infringindo a lei.

Divulgação

Em 2007, a carga de trabalho envolvida na questão dos pedidos FOI foi se tornando insuportável e sei que as equipes de funcionários estavam ficando cada vez mais frustradas. Assim sendo, por causa da carga administrativa envolvida na resposta aos pedidos FOI relacionados aos OVNIs numa base de caso a caso, o ministério decidiu liberar rapidamente seus arquivos sobre OVNIs. Como mencionado antes, o governo francês o fez em 2007 (e o servidor dedicado travou devido ao volume de visitas de cerca de 220.000 usuários tentando acessar o material no dia da liberação), e este foi outro motivo para a liberação, como era esperado que o movimento ajudaria a desfazer as acusações de que o ministério encobria a verdade sobre os OVNIs. Com efeito, ambos, o ministério e o Arquivos Nacionais, esperavam que esta fosse uma boa notícia sobre um governo aberto e sobre a liberdade de informação. O ministério confirmou-me que em dezembro de 2007 a decisão final tinha sido devidamente tomada e eu divulguei a história na mídia.

Os Detalhes

Há cerca de 160 arquivos ao todo, abrangendo relatórios de avistamentos, correspondência pública, arquivos de orientação política e arquivos detalhando como o ministério trata do assunto quando discutido no parlamento e na mídia. O ministério decidiu não liberar o material todo de uma só vez, principalmente por causa da carga administrativa de redigir os arquivos, isto é, suprimir qualquer informação coberta pelas várias exceções à FOI, assegurando que informações classificadas e os dados pessoais não seriam liberados. Nomes, endereços e outros dados pessoais relativos às testemunhas e aos funcionários têm de ser removidos, para se conformar ao Decreto de Liberdade de Ação e à Lei de Proteção de Dados. Outras isenções abrangem categorias tais como a defesa e a segurança nacional e o tipo de informação que está sendo retida inclue informações classificadas, tais como a capacidade dos sistemas militares de radar, informação confidencial passada ao Reino Unido pelos aliados, informação comercialmente sensível e a informação que, se divulgada, revelaria fontes ou métodos de espionagem. É um trabalho enorme: o ministério recebeu mais de 11.000 relatórios sobre OVNIs até agora e os arquivos dos principais incidentes podem gerar mais de 100 páginas da documentação. O processo inteiro é susceptível de levar 3 a 4 anos.

Os Arquivos com Amianto

Enquanto a maioria dos arquivos são os da secretaria que tem o comando político e investigativo sobre os OVNIs (esta é a divisão onde eu trabalhei) 24 arquivos OVNI do Grupo de Inteligência da Defesa (DIS - do inglês Defence Intelligence Staff) estão sendo igualmente liberados. O DIS forneceu aconselhamento e assistência de especialistas a várias áreas relacionadas às investigações específicas. Estes 24 processos faziam parte de um lote de mil diversos arquivos do DIS que tinham sido contaminados por amianto. Inicialmente, temia-se que eles teriam de ser destruídos. Os historiadores estavam indignados e os teóricos da conspiração desconfiaram. Mas, ao custo em torno de 3 mil libras, todos os arquivos já foram descontaminados e digitalizados em CD-ROMs. Muitos pesquisadores de OVNIs fizeram a requisição através do Decreto de Liberdade de Informação relativa a estes arquivos, assim o material já pode ser considerado para a liberação da forma habitual.

O que há nos Arquivos com Amianto?

Os 24 arquivos cobrem o período de 1975 a 1999 e abrangem um vasto leque de materiais, incluindo a política e as investigações. Muitos dos avistamentos de OVNIs detalhados são triviais, mas há alguns mais interessantes, incluindo avistamentos por pilotos civis e militares e os corroborados por evidências de radar. E obviamente o período coberto significa que haverá documentos sobre a floresta de Rendlesham, o incidente de Cosford e o Projeto Condign. Alguns dos documentos são originais, mas muitos são cópias de documentos da secretaria de arquivos. Isto é porque os arquivos OVNI do DIS espelham os da divisão da secretaria responsável por ajustar a política e liderar as investigações, porque o secretariado e o DIS estavam cuidando dos mesmos casos e correspondiam um com o outro sobre eles. Alguns documentos que eu escrevi estão entre os arquivos e alguns são os que foram escritos para mim. Os breves detalhes destes 24 arquivos estão disponíveis no website do ministério, no registro da divulgação (Disclosure Log). Uma busca na frase "DIS UFO Incident Files"; e surgirá a informação.

O Primeiro Lote

O primeiro lote de arquivos foi liberado em 14 de maio de 2008. Ele abrangeu o período de 1978 a 1987. Haviam 8 arquivos neste primeiro lote, o que levou a alguns equívocos quando muita gente pensou que haviam somente 8 casos individuais. De fato, a maioria dos arquivos eram relatórios de avistamentos e cada arquivo continha várias centenas de páginas de documentação, consistindo principalmente de resumos de uma ou duas páginas de avistamentos individuais: os dados brutos, por assim dizer, gravados num formato padrão pela pessoa que recebeu o relatório OVNI. No total, portanto, havia milhares de páginas de documentação nestes 8 arquivos, detalhando várias centenas de avistamentos. A maioria dos casos tinha explicações triviais e foram claramente confusões geradas por objetos e fenômenos ordinários, principalmente faróis de aviões, satélites e meteoros. Mas alguns eram mais difíceis de explicar, inclusive nos casos onde as testemunhas eram pilotos e agentes policiais, junto com os casos onde os OVNIs tinham sido acompanhados pelo radar. Houve igualmente alguns casos mais despreocupados, que eram quase certamente embustes ou casos onde algum objeto havia sido arremessado com as mãos. Alguns dos incidentes mais interessantes incluídos:

26 de abril de 1984: Membros do público relatam um OVNI em Stanmore. Dois agentes de polícia assistem à cena, testemunham a nave e a esboçam.

13 de outubro de 1984: um OVNI em forma de disco é visto a partir de Waterloo Bridge, em Londres, por inúmeras testemunhas.

11 de setembro de 1985: 2 OVNIs monitorados num sistema militar de radares percorrem 185,2 km (10 milhas náuticas) em 12 segundos.

4 de setembro de 1986: um OVNI passa a estimados 3 km (1,5 milhas náuticas) do lado da porta lateral de um avião comercial.

A liberação fez notícia ao redor do mundo e dentro de alguns meses o material tinha sido baixado cerca de 2 milhões de vezes. O Arquivos Nacionais considerou-o como um presente de seus eventos pró-ativos mais bem sucedidos de todos os tempos.

O Segundo Lote

Um segundo lote de arquivos OVNIs do Ministério da Defesa foi liberado em 20 de outubro de 2008 e está agora disponível no Arquivos Nacionais. Há 19 processos, muitos dos quais contêm várias centenas de documentos individuais. Os arquivos datam de 1986 a 1992 e incluem portanto casos da minha contribuição ao Projeto UFO do ministério (1991 a 1994). É fascinante ver outra vez estes arquivos - é uma verdadeira excursão ao passado. Assim como aconteceu com o primeiro lote, a maioria dos avistamentos de OVNIs nestes arquivos recentemente liberados podem ser explicada como identificação de objetos ou de fenômenos ordinários, com cerca de 5% mais difíceis de se explicar. Os casos que mais me deixaram preocupado foram aqueles que quase envolveram acidentes entre OVNIs e aviões comerciais. Há diversos desses casos nestes arquivos, além de mais avistamentos de agentes policiais e mais casos onde os OVNIs foram monitorados pelo radar. Eu fiz um circuito convenientemente constante de entrevistas para a TV e emissoras de rádio, aparecendo na maioria dos noticiários da TV (incluindo vários shows na América como o Nightline da ABC News) e em outros shows como o GMTV, o Alan Titchmarsh Show e o Newsround, assim como shows radiofônicos prestigiosos tais como o programa Today da Radio 4 e o The World Today da BBC World Service. Eu apareci duas vezes neste último show, uma vez dando uma entrevista convencional e a segunda vez lendo uma história de ficção científica que me pediram para escrever, baseada nos arquivos, onde os ouvintes foram convidados a continuá-la. O fato desta cobertura extensiva da mídia ser resultado não somente da primeira liberação mas também da segunda, ilustra o encanto que este assunto causa à mídia. A liberação britânica dos arquivos está ajudando a mover o fenômeno OVNI da marginalidade para dentro da tendência atual.

Contatos Imediatos sobre Kent

Um dos casos mais interessantes do segundo lote de arquivos ocorreu em 21 de abril de 1991. Eu me lembro muito bem deste incidente e de fato estive envolvido na investigação oficial. Fomos informados pela Autoridade de Aviação Civil (CAA) - o equivalente britânico do FAA - que quase tinha ocorrido um acidente envolvendo um avião comercial. O avião era um Al Italia MD-80 com 57 passageiros a bordo. Estava a uma altura de cerca de 22.000 pés sobre Kent, perto de Lydd, quando um objeto marrom, em forma de charuto, passou tão próximo ao avião que o piloto gritou: "Cuidado, cuidado!". No decurso normal dos eventos, o acidente evitado seria investigado pelo CAA. Entretanto, a maioria dos incidentes desta natureza envolvem outras aeronaves, e como a tripulação não foi capaz de identificar o objeto, foi tratado como um incidente OVNI e transmitido da CAA ao ministério. Nós lançamos uma investigação completa e eliminamos todas as possibilidades habituais, incluindo balões metereológicos, aeronaves militares, etc. Nós até verificamos se havia sido lançado acidentalmente um míssil de algum tipo. Não concluímos nada e o incidente permanece sem explicação até hoje. Este incidente causou um efeito profundo em mim, porque eu percebi que um avião comercial por muito pouco não explode no céu sobre o Reino Unido. Isto mostrou que o que quer que se acredite sobre OVNIs, o fenômeno levanta questões importantes sobre a defesa e a segurança aéreas. Entretanto, algumas pessoas no ministério e no CAA não trataram o incidente tão seriamente quanto eu, simplesmente por causa de sua reação automática ao ouvir a palavra "OVNI". Isto estava me incomodando profundamente e me convenceu que eu devia fazer todos os esforços para assegurar que todos os incidentes OVNI fossem minuciosamente investigados, de uma forma científica apropriada. Igualmente me convenceu de que eu deveria esforçar-me para assegurar que o assunto fosse levado mais a sério dentro do governo, das forças armadas e da área de inteligência.

Milton Torres

Um outro caso do segundo lote que eu debati em minhas várias entrevistas foi o de Milton Torres, um piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que declarou que em 20 de maio de 1957 (na verdade, a data é objeto de controvérsia) ele recebeu ordens de abrir fogo contra um OVNI que estava sendo monitorado pelo radar. Ele estava baseado na base aérea Manston da RAF, em Kent, e subiu para interceptar um OVNI que havia sido monitorado sobre Kent. Ele afirma que poucos segundo após disparar uma salva de 24 foguetes o OVNI acelerou a uma velocidade em torno de Mach 10 (12.240 km/h). Torres afirmou que logo após fora advertido a permanecer calado sobre o incidente e somente o mencionou anos mais tarde, em uma reunião. Enquanto Torres gravava várias entrevistas para a mídia, após a liberação dos documentos dos arquivos do ministério, a maioria das pessoas não percebeu que o relato nos arquivos do ministério não é uma declaração oficial da U.S.A.F. ou do ministério. É a transcrição de uma entrevista com Torres, realizada anos após o evento e enviada ao ministério por um ufologista. O ufologista especulou então que o incidente fazia parte de algum teste secreto, que era claramente falso, porque tais testes seriam conduzidos em espaço aéreo restrito sobre o mar. Nem precisa dizer, ninguém realiza testes que envolvem o potencial de armas ao vivo sobre o Reino Unido! Torres é claramente um homem digno, recordando uma difícil missão potencialmente ameaçadora. Mas eu sugiro aos ufologistas seguirem no encalço do documento original se quiserem ir a fundo neste incidente. Torres não foi o único piloto que recebeu ordens de abrir fogo contra OVNIs. O General Parviz Jafari (Irã, 1976) e Comandante Huertas (Peru, 1980) foram colocados em situações semelhantes e suas histórias, em suas próprias palavras, podem ser encontradas no website da Coalition for Freedom of Information (coalizão para liberdade de informação). Verifique em www.freedomofinfo.org para mais detalhes.

Outros Destaques do Segundo Lote de Arquivos do Ministério

Há muitos outros casos fascinantes nos arquivos OVNI do ministério. Estes incluem um caso de 5 novembro de 1990 em que alguns aviões Tornado da RAF foram ultrapassados por um OVNI. Há um caso da Escócia onde uma foto espetacular de OVNI foi enviada ao ministério. Ficou na parede do meu escritório por anos, mas foi retirada por meu chefe de divisão, que se convenceu que ela mostrava o Aurora - um suposto protótipo de avião, cuja existência nunca foi confirmada. Além disso, há um arquivo que eu abri sobre abduções alienígenas e casos de contato, com uma série de cartas estranhas. Há também material sobre os círculos nas colheitas, incluindo papéis que mostram como o ministério tentou fazer com que as forças armadas parassem de sobrevoar os círculos nas colheitas e fotografá-los, pois prejudicou a linha que estávamos tentando desesperadamente empurrar naquele tempo, ou seja, que nós não estávamos interessados no fenômeno!

O Verão dos Discos

Ao mesmo tempo em que estes arquivos foram liberados, o verão de 2008 foi marcado por um enorme surto de avistamentos de OVNIs no Reino Unido e - talvez alimentado pela liberação dos arquivos do governo - um aumento na cobertura da imprensa, enquanto os jornalistas se tornaram cada vez mais conscientes de que há aqui uma história de grande interesse para um grande número de pessoas. Eu destacarei os dois casos que atraíram a maior atenção da mídia. Ambos devem ser tratados na série Caçadores de OVNIs do History Channel.

OVNI Quase Acidentado com Helicóptero da Polícia

Um encontro espetacular entre um OVNI e um helicóptero da polícia ocorreu em 8 de junho de 2008, em South Wales, sobre a base militar da RAF em St Athan, próximo ao aeroporto internacional de Cardiff. O helicóptero, com 3 tripulantes a bordo, estava para aterrisar quando quase se chocou com um OVNI. Descrito inicialmente como tendo o formato de um disco e coberto por luzes, as posteriores reportagens da mídia sugeriram que houve uma caçada, com o helicóptero perseguindo o OVNI sobre o Canal de Bristol e somente interrompendo a perseguição quando o OVNI revelou-se ser mais rápido e quando ficaram com pouco combustível. Depois que a história surgiu, em 20 de junho ela foi modificada e os policiais foram cuidadosos ao usar a frase "aeronave incomum" ao invés de OVNI. Além disso, embora confirmando o avistamento, eles negaram que uma perseguição tenha ocorrido. Talvez o aspecto mais extraordinário da história tenha sido uma citação do gabinete de imprensa do ministério, onde um porta-voz fez o seguinte comentário: "Mas certamente não é aconselhável para helicópteros da polícia perseguirem o que pensam ser OVNIs". Tem surgido agora a notícia de que inúmeras outras pessoas na área viram o OVNI. A história gerou uma grande cobertura da mídia e inúmeros pedidos de FOIs foram feitos ao ministério e ao CAA, portanto procurem pelo desenrolar adicional desta história. Qualquer que seja a opinião sobre OVNIs, incidentes como este ilustram como o fenômeno exige sérias medidas de segurança dos vôos e de defesa nacional.

OVNIs Filmados Sobre Base Militar

A história do helicóptero da polícia foi seguida por uma história ainda mais impressionante, quando se soube que algumas horas antes do incidente do helicóptero da polícia, os soldados nos quartéis de Tern Hill, em Shropshire, viram diversos OVNIs voarem diretamente sobre suas bases. Um deles filmou os objetos em seu celular. The Sun (o jornal mais vendido no Reino Unido) publicou a história em primeira página sob o título "Exército Aponta OVNIs Sobre Shropshire". Além disso, a investigação sobre este contato está em curso. O filme é inconclusivo e pode mesmo apenas mostrar as assim chamadas lanternas chinesas, mas a cobertura da mídia foi quase sem precedentes.

Uma Visão do Futuro

Uma vez que todos os arquivos forem liberados, a maioria dos pedidos de FOI pode simplesmente ser tratada com uma resposta padrão que encaminhe as pessoas ao Arquivos Nacionais e/ou ao website do ministério. Nesse ponto, é possível que o ministério tentará se separar por completo do assunto, como a Força Aérea dos Estados Unidos fez quando o Projeto Livro Azul foi encerrado em 1969. O descomprometimento do DIS que se seguiu ao Projeto Condign é um possível modelo e um precedente para este. Se o ministério precisará de uma nova revisão, ou simplesmente confiará no projeto Condign, está aberto ao debate. Mas algo tem que dar. Não há propósito em investigar contatos com OVNI se não o fizer corretamente. Eu escrevi certa vez um documento sobre isto para o gabinete de imprensa do ministério (depois que eu deixei o projeto OVNI mas antes de deixar o ministério), que estava tendo dificuldade em conciliar a linha pública do Directorate Air Staff de que eles "não estavam interessados" em OVNIs com o fato de eles possuírem uma linha telefônica para as pessoas relatarem os avistamentos e investigarem os avistamentos de pilotos.

Sem Provas Claras

Tanto quanto os arquivos são interessantes, não espere uma prova clara. Não há. Os arquivos não contêm nenhuma referência a naves espaciais em um hangar da Força Aérea ou corpos de alienígenas em um laboratório do governo. Nenhuma engenharia reversa, nenhuma barganha com extraterrestres e nenhuma autópsia em aliens. Se estas coisas aconteceram (e eu não tenho conhecimento de que aconteceram) eu não acredito que aconteceram no Reino Unido. Eu sou acusado de fazer parte de um acobertamento quando eu faço estas declarações, mas são verdadeiras, quer as pessoas gostem delas ou acreditem nelas ou não. Muito do material é ordinário - quando eu me juntei ao projeto OVNI cada caso parecia diferente, mas quando eu saí eles pareceram todos o mesmo. Nem tudo é incerteza, é claro, e há coisas incríveis entre a maioria do material mais rotineiro: OVNIs vistos por policiais e pilotos, OVNIs monitorados no radar, nave vista executando manobras a velocidades significativamente superiores às dos nossos mais avançados aviões militares, fotos e vídeos intrigantes, etc.

Os Limites de um Documento Relevante

Uma palavra de advertência. Documentos e arquivos não podem nunca contar toda a história. A palavra escrita tem suas limitações. Ler um livro sobre a guerra não significa que você realmente entenderá o que é estar sob fogo cruzado em uma zona de guerra. A menos que você tenha estado lá e feito isso, você só pode - na melhor das hipóteses - ter um ponto de vista de observador - um entendimento em segunda mão, por assim dizer. Acontece o mesmo no ministério. Jornalistas e membros do público que fizeram pedidos FOI relacionados com OVNIs (ou sobre qualquer assunto, para aquele tema) podem conseguir ver alguns documentos e arquivos, mas estes informam apenas uma parte da história. Os documentos e arquivos geralmente não envolvem a política, as personalidades e as intrigas. Eles não captam os debates não minutados que têm lugar todos os dias, no escritório, no corredor, na cantina ou em reuniões sociais. Pense nisso a partir de um ponto de vista pessoal. Quanto do que você faz cada dia no trabalho é anotado? Se um intruso vir a ler alguns de seus arquivos, será que realmente compreenderá todos os negócios da organização? Ufologistas que especializaram-se na investigação de documentos dão uma valiosa contribuição para o tema, mas um jornalista experiente irá dizer-lhe que somente os documentos relevantes poderão levá-lo mais longe. Em qualquer organização, mas sobretudo numa fundamentalmente sigilosa como um ministério, documentos e arquivos só podem contar uma parte da história.

Conclusão

Eu sou sempre relutante em utilizar a palavra 'revelação', pois em Ufologia a palavra é freqüentemente associada com o trabalho do Dr. Steven Greer, cujo Disclosure Project tornou-se algo semelhante a uma campanha política (como a palavra Exopolitics), que visa acabar com o acobertamento OVNI que muitos teóricos da conspiração acreditam. Mas eu faço uso da palavra (com letra minúscula, e não maiúscula!) porque em um sentido muito real, a revelação é justamente isso que o Ministério está a fazer em relação a documentos e arquivos. Muito já foi liberado e há mais por vir. Estes são tempos excitantes.

 

*Nick Pope é ex-funcionário do Ministério da Defesa e ativo pesquisador do Fenômeno UFO. Ele pode ser contatado em seu site: http://www.nickpope.net/

A tradução deste artigo foi feita por Ricardo Euzébio, da Equipe Vigília.

 

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Portal/Revista Vigília Wed, 03 Dec 2008 12:32:00 -0300