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Quando a contestação ajuda…

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Na busca pelo aprimoramento da pesquisa ufológica, um movimento importante tem acontecido nos últimos tempos. Cada vez mais, a comunidade de “investigadores” e “interessados” no assunto tem se lançado numa empreitada crítica acerca de fatos e relatos, alguns bastante remotos, até então tidos como representativos do que se pretende por comprovação definitiva da realidade alienígena do fenômeno OVNI. A exemplo disso, recentemente dois pesquisadores de renome da ufologia brasileira – Claudeir e Paola Covo – e apresentaram à comunidade fatos relevantes que nos remetem a explicações alternativas e bem terrestres para episódios que entraram para a história da Ufologia, como o chamado Caso Guarapiranga ou o UFO da Barra da Tijuca.
São apenas exemplos. Além deles, há outros ufólogos preocupados em rever histórias passíveis de interpretações alternativas. Histórias que, provavelmente devido à continuada repetição da mesma versão ao longo de décadas, tornaram-se unanimidades. Em apoio a estas iniciativas, somam-se ainda o crescente espírito crítico da mídia, assim como dos interessados e curiosos, que cada vez mais estão atentos aos fatos. Reforça esse movimento o acesso cada vez mais facilitado à informação, na era da informática e da Internet.
Graças a isso soubemos, por exemplo, que o vídeo de um OVNI espetacular sobre Avebury (Inglaterra), gravado há cerca de dois meses, era na verdade um balão cuja gravação seria usada numa produção de TV. Para enriquecer a lista, que é vasta, cabe mencionar ainda a informação veiculada pelo pesquisador Rodolfo Heltai nos principais fóruns ufológicos brasileiros na Internet. Tratou-se da transcrição de matéria publicada num extinto jornal paulista sobre a prisão de um dos envolvidos no assassinato que ficou conhecido como “O Caso das Máscaras de Chumbo”, até então com conotações ufológicas e carregado de mistérios. Em que pese a necessidade de novos e mais aprofundados levantamentos, a informação é antiga, mas pouquíssimo conhecida no meio ufológico.
Ao contrário do que podem achar os entusiastas mais radicais da tese da visitação alienígena, essa triagem de informação é extremamente benéfica na jornada pela comprovação definitiva do fenômeno e definição de sua origem, seja ela qual for. Permite aos pesquisadores eliminarem o “ruído” dessa intrincada trama multidisciplinar para estabelecerem prioritariamente o que tem importância na busca por respostas.
Com essa atitude, no caminho vão ruindo os charlatões e vigaristas, aproveitadores que são da crença alheia. Mais ainda, da separação do joio do trigo, o que resta, baseado na lógica, experimentação e argumentação sólidas, ajuda a fortalecer a Ufologia como legítimo campo do conhecimento, que tenta trilhar seus passos na direção do reconhecimento como ciência.

Boa Navegação
Jeferson Martinho – Editor/Webmaster

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