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Abertura francesa faz história na Ufologia

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O Portal/Revista Vigília ficou mais de dois anos sem um novo editorial. Em grande parte a culpa foi deste editor e sua eterna falta de tempo, sempre por resolver. Mas contribuiu também a falta de um daqueles temas ou momentos decisivos, capazes de inspirar lampejos de grande euforia, excitação ou ira.
Não que não tenhamos visto momentos importantes na Ufologia Mundial neste período. Ao contrário, não foram poucos. Mas nenhum se mostrou tão decisivo, e ao mesmo tempo mal compreendido, quanto a recente abertura dos arquivos oficiais franceses.

Embora o fato tenha encontrado razoável repercussão na imprensa mundial (no Brasil a repercussão foi relativamente modesta, e talvez ainda esteja realmente por acontecer), nos quatro cantos onde a notícia reverberou, foi recebida com uma incômoda indiferença pelos pesquisadores de OVNIs/UFOs e entusiastas do tema. É certo que seu alcance e importância, para estes, talvez não tenham ficado muito claros.
É fato que os documentos não contém nenhuma revelação bombástica, por si só capaz de elucidar a origem e os motivos do Fenômeno UFO. Tão pouco há grandes novidades ou episódios desconhecidos entre os papéis já liberados — e ainda por liberar — através do Grupo de Estudo e Informações sobre os Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados (GEIPAN), subordinado ao Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), a agência espacial da França.

Mas talvez a expectativa por grandes descobertas e revelações, ou a busca por provas contundentes de acobertamento e conspirações, esteja ofuscando a visão da comunidade ufológica para um fato inegável: pela primeira vez na história, oficialmente tanto no conteúdo quanto na forma de liberação deste, um governo está dando a cara a tapa e afirmando, categoricamente, seu esforço de anos na coleção e tentativa de interpretação dos relatos ufológicos.

Mais ainda, pioneira e corajosamente, nas notas oficiais no site ou nas entrevistas à imprensa, representantes autorizados a falar em nome deste mesmo governo, oficialmente, estão admitindo a inclusão da hipótese da visitação alienígena (HVA) entre as teorias de trabalho que poderiam explicar a existência do Fenômeno UFO e toda sua estranheza. Assim como estão abertamente conclamando o apoio da comunidade científica para se debruçar sobre o tema de mente aberta e espírito desbravador, com o intuito de extrair daí, talvez, conhecimentos que mudarão para sempre os conceitos humanos.

É isso que está por trás da liberação francesa. E é diferente do também recente episódio chileno, onde um militar que notoriamente tem curiosidade pessoal pelo Fenômeno UFO confirmou, extra-oficialmente, as investigações promovidas pelas forças armadas de seu país. Assim como é diferente da história recente da Ufologia Brasileira, onde mesmo após o início da aproximação entre militares e ufólogos civis, as investigações e hipóteses de trabalho militares nunca foram apresentadas ou admitidas pelas Forças Armadas.
Apresentando documentos que identificam e criticam as políticas de sigilo destinadas ao assunto por outras nações; revelando o envolvimento de seus cientistas e militares no estudo dos casos; assim como abrindo a caixa de pandora das suas hipóteses de trabalho, a CNES, e conseqüentemente a França, estão marcando um momento histórico da ufologia mundial.

Suas as repercussões a longo prazo, e os efeitos, tanto no âmbito das políticas de cada país relativas ao assunto, quanto do ponto de vista do envolvimento da ciência oficial com o tema, serão imprevisíveis. Mesmo que a comunidade ufológica mundial não esteja dando ao fato a importância que ele merece… Leia mais sobre a abertura francesa, sobre as informações do Chile e sobre o sigilo brasileiro nas páginas do Portal/Revista Vigília e do nosso Fórum.

Boa navegação!
Jeferson Martinho

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